Olá! Enfim é verdade a idiotice voltou :) Com Tanta coisa de útil para se fazer e havería logo que se pensar numa inutilidade destas, é o que dá viver neste país.
Depois de um retiro espiritual processado num ilhéu isolado no atlântico norte, vendo filmes indianos, ouvido o último albúm dos Holocausto Canibal, lendo livros da Rita Ferro e estudando os ensinamentos de fé de As Testemunhas de Jeová, fartei-me e resolvi regressar ás origens.
Para poder regressar aos filmes porno, aos concertos de La oreja de Van Gogh, a ler os imortais Eça, Pessoa ou Steinbeck e beber pinga não o poderia fazer sózinho e por isso lá me reuni de novo á quadrilha do Esconde-te que vêm aí o teu pai (V.2.Epsílon).
E não é que logo na minha viagem de regresso aconteceu-me um episódio curiosissímo, ao fazer escala no aeroporto internacional de Barajas (Madrid) porque não existem vôos directos para o meio do atlântico norte a partir de Lisboa, encontrei uma situação carícata junto de uma dependência bancária do Banco Popular no referido aeroporto.
O todo poderoso presidente dos States procurando levantar guita e tendo dificuldades, transcrevo a conversa :
"Su identificácion por favor."
"Se me olvidó el pasaporte, pero soy el presidente de EEUU, George Bush, no me reconoce?"
"Pues lo siento, pero sin identificación no puede cambiar el cheque,
pero si me puede demostrar que usted es el Presidente Bush se lo pago".
"Cómo puedo hacerle para demostrar que soy el Presidente?"
"Haga algo. Por ejemplo, el otro día vino Ronaldo con el mismo problema, pero le dimos un balón, enseñó lo que sabe hacer y demostró ser Ronaldo."
Após uma longa pausa o George retorquiu com um ar miserável, "Lo siento señorita, no tengo ninguna buena idea para demostrarlo".
Ao que a bancária prontamente respondeu: "El dinero lo quiere en billetes grandes o pequeños?"
Este incidente ocorreu umas horas antes de explodir um parque de estacionamento inteiro no referido terminal de aeroporto, atiram-se as culpas para cima dos etarras mas desconfio que foi o distintissímo sr. Bush que fez merda outra vez :)
Feliz 2007 a todos
sexta-feira, janeiro 05, 2007
De novo... SLB
Soube-se ontem que Nuno Assis foi condenado a 1 ano de suspensão pelo Tribunal do Desporto sobre o caso do dopping, por um periodo de um ano. Assim, embora o Benfica perca um jogador, descobre-se uma resposta.
Não é uma resposta qualquer, é a resposta que o Benfica anda a tentar esconder já há algum tempo.
Está é a razão porque Beto corre tanto em todos os jogos. Os dirigentes do SLB dão a Beto diariamente norandrosterona na esperança de um dia ele ser apanhado num controlo, e seja suspenso definitivamente.
Não é uma resposta qualquer, é a resposta que o Benfica anda a tentar esconder já há algum tempo.
Está é a razão porque Beto corre tanto em todos os jogos. Os dirigentes do SLB dão a Beto diariamente norandrosterona na esperança de um dia ele ser apanhado num controlo, e seja suspenso definitivamente.
quarta-feira, janeiro 03, 2007
It is Alive....
É verdade, voltámos. Foram demasiados meses a ouvir pedidos de centenas de fans, para voltarmos. Bom, centenas não... dezenas. Mas o que conta é que cá estamos. Dezenas também é exagerado. Quatro pessoas, vá.
E o que nós fizemos nestes meses de licença sabática? Pergunta o tele-espectador?
Ora, passo a explicar:
E o que nós fizemos nestes meses de licença sabática? Pergunta o tele-espectador?
Ora, passo a explicar:
O Monhé dedicou-se ao boxe
Fomos ver uma partida de futebol
E por fim fomos dar uma passeio nos novos comboios da linha Amadora/Sintra
sexta-feira, dezembro 29, 2006
Boa Gastronomia
Antes de mais nada venho desejar um bom final de ano a todos os nossos telespectadores (Huuuum, a quase todos) e que 2007 lhes traga tudo aquilo que almejam.
Andava eu nas minhas pesquisas habituais na internet em horário laboral, (não, não sou funcionário publico) quando me deparo com este belissimo anúncio:
Restaurante Adega Regional O Monhé
Palco de uma festa de sabores africanos, portugueses e brasileiros, num ambiente agradável, com um serviço muito simpático e atento. O desafio será provar sabores tão diferentes quanto as suas origens.
Endereço:
Rua Doutor Elísio Castro 55
Santa Maria da Feira
4520-213 SANTA MARIA DA FEIRA
Distrito: Aveiro
Concelho: Santa Maria da Feira
Freguesia: Feira
Horário de Funcionamento
Das 12:00 às 15:00 e das 19:00 às 24:00.
Especialidades
Entradas: Azeitonas à Monhé; Enroladinhos de Banana.
Peixe: Moquecas; Bagre; Bacalhau à Zaire; Farinha de pau do pescador; Peixe enrolado em folha de bananeira; peixe na areia.
Carne: Medalhões de porco com cajú; brigue de pato; Cabrito grelhado com molho verde; moamba; caril; cozido no pão; Coelho no forno com arroz de miúdos.
Doces: Doce de ovos; Pudim de manga e Torta de laranja.
Preço Médio: 25.00
Tipo de Restaurante: Africano, Português
Se algum dos dados apresentados não estiver correcto, por favor informe a nossa redacção.
Portanto meus amigos, a partir de agora antes de começarem com a piadinha de quantos tapetes e rosas vendi, lembrem-se que eu posso responder que foram aquelas doses de brigue de pato, e 2 peixinhos enrolados em folha de bananeira.
P.S. - A publicidade não é gratuita, portanto Sr. Gerente do restaurante está-me a dever 2 grades de muines. Também aceito pagamentos por Pay-Pal, cartão de crédito e cheques em branco ao portador se devidamente assinados.
Andava eu nas minhas pesquisas habituais na internet em horário laboral, (não, não sou funcionário publico) quando me deparo com este belissimo anúncio:
Restaurante Adega Regional O Monhé
Palco de uma festa de sabores africanos, portugueses e brasileiros, num ambiente agradável, com um serviço muito simpático e atento. O desafio será provar sabores tão diferentes quanto as suas origens.
Endereço:
Rua Doutor Elísio Castro 55
Santa Maria da Feira
4520-213 SANTA MARIA DA FEIRA
Distrito: Aveiro
Concelho: Santa Maria da Feira
Freguesia: Feira
Horário de Funcionamento
Das 12:00 às 15:00 e das 19:00 às 24:00.
Especialidades
Entradas: Azeitonas à Monhé; Enroladinhos de Banana.
Peixe: Moquecas; Bagre; Bacalhau à Zaire; Farinha de pau do pescador; Peixe enrolado em folha de bananeira; peixe na areia.
Carne: Medalhões de porco com cajú; brigue de pato; Cabrito grelhado com molho verde; moamba; caril; cozido no pão; Coelho no forno com arroz de miúdos.
Doces: Doce de ovos; Pudim de manga e Torta de laranja.
Preço Médio: 25.00
Tipo de Restaurante: Africano, Português
Se algum dos dados apresentados não estiver correcto, por favor informe a nossa redacção.
Portanto meus amigos, a partir de agora antes de começarem com a piadinha de quantos tapetes e rosas vendi, lembrem-se que eu posso responder que foram aquelas doses de brigue de pato, e 2 peixinhos enrolados em folha de bananeira.
P.S. - A publicidade não é gratuita, portanto Sr. Gerente do restaurante está-me a dever 2 grades de muines. Também aceito pagamentos por Pay-Pal, cartão de crédito e cheques em branco ao portador se devidamente assinados.
quinta-feira, dezembro 28, 2006
Pode Não ser diferente, mas é um país muito à frente
Como disse o companheiro Krepal, nós deveríamos ter um país que servisse de exemplo para os outros.
Por uma piquena coincidência do acaso, descobri que há um campo em que somos pioneiros em todo o mundo.
Aparentemente na véspera de natal, na Madeira um sem abrigo Ucraniano como muitos outros que existem nessa ilha, (Sim pode não haver chineses, mas que há Ucranianos, há) foi morto á pancada por outros três indivíduos que coabitavam com ele na mesma rua. (Atentem bem à palavra RUA)
A policia identificou e capturou os três homicidas na rua, tendo sido por sua vez levados á presença de um juiz. (Mais uma vez atentem bem nessa bela palavra RUA)
Até aqui tudo bem. Mau mesmo é a medida de coação aplicada a tais sujeitos.
Nada mais nada menos que TERMO DE IDENTIDADE E RESIDÊNCIA.
Sim leram bem.
Ou seja, segundo a lei tuga, termo de identidade e residência é simplesmente:
“Para efeito de notificação, o arguido pode indicar a sua residência, o local de trabalho ou outro domicílio à sua escolha. Caso resida ou venha a residir em comarca diferente daquela onde corre termos o processo, mantém-se a obrigação de indicar pessoa que, residindo nesta, tome o encargo de receber as notificações que lhe devam ser feitas (n.º 2).
Do termo deve agora passar a constar que ao arguido foi dado conhecimento - para além da obrigação de comparecer perante a autoridade competente ou de se manter à disposição dela sempre que a lei o obrigar ou para tal for devidamente notificado, e da de não mudar de residência nem dela se ausentar por mais de cinco dias sem comunicar a nova residência ou o lugar onde possa ser encontrado”
Pelo pouco que percebo de leis só posso depreender que os indivíduos para além de terem de dizer em que rua dormem, também são obrigados a comunicar se decidirem ir para outra rua.
Por isso mundo ponham os olhos em nós, porque segundo a lei Portuguesa a rua é o nosso lar.
Por uma piquena coincidência do acaso, descobri que há um campo em que somos pioneiros em todo o mundo.
Aparentemente na véspera de natal, na Madeira um sem abrigo Ucraniano como muitos outros que existem nessa ilha, (Sim pode não haver chineses, mas que há Ucranianos, há) foi morto á pancada por outros três indivíduos que coabitavam com ele na mesma rua. (Atentem bem à palavra RUA)
A policia identificou e capturou os três homicidas na rua, tendo sido por sua vez levados á presença de um juiz. (Mais uma vez atentem bem nessa bela palavra RUA)
Até aqui tudo bem. Mau mesmo é a medida de coação aplicada a tais sujeitos.
Nada mais nada menos que TERMO DE IDENTIDADE E RESIDÊNCIA.
Sim leram bem.
Ou seja, segundo a lei tuga, termo de identidade e residência é simplesmente:
“Para efeito de notificação, o arguido pode indicar a sua residência, o local de trabalho ou outro domicílio à sua escolha. Caso resida ou venha a residir em comarca diferente daquela onde corre termos o processo, mantém-se a obrigação de indicar pessoa que, residindo nesta, tome o encargo de receber as notificações que lhe devam ser feitas (n.º 2).
Do termo deve agora passar a constar que ao arguido foi dado conhecimento - para além da obrigação de comparecer perante a autoridade competente ou de se manter à disposição dela sempre que a lei o obrigar ou para tal for devidamente notificado, e da de não mudar de residência nem dela se ausentar por mais de cinco dias sem comunicar a nova residência ou o lugar onde possa ser encontrado”
Pelo pouco que percebo de leis só posso depreender que os indivíduos para além de terem de dizer em que rua dormem, também são obrigados a comunicar se decidirem ir para outra rua.
Por isso mundo ponham os olhos em nós, porque segundo a lei Portuguesa a rua é o nosso lar.
quinta-feira, fevereiro 16, 2006
Animais Domesticos...
Há uns dias, estava eu em amena cavaqueira com o Cascão, a discutir a actual conjuntura económica nacional e mundial, quando o Cascão afirma, no tom solene que só ele sabe ter:
Cascão: Isto anda tão dificil, que já nem dá para comprar um kilo de febras!
Apokalypse: É verdade, mas se experimentasses a trabalhar, podia ser que as coisas melhorassem.
Cascão: Trabalhar? Eu? Não! Vou mas é comprar um porco e criá-lo em casa.
Apokalypse: Há sim? Mas se não tens quintal, onde é que guardas o porco?
Cascão: Isso não há problema, guardo debaixo da minha cama!
Apokalypse: E o cheiro?????
Cascão: Ele habitua-se!
Cascão: Isto anda tão dificil, que já nem dá para comprar um kilo de febras!
Apokalypse: É verdade, mas se experimentasses a trabalhar, podia ser que as coisas melhorassem.
Cascão: Trabalhar? Eu? Não! Vou mas é comprar um porco e criá-lo em casa.
Apokalypse: Há sim? Mas se não tens quintal, onde é que guardas o porco?
Cascão: Isso não há problema, guardo debaixo da minha cama!
Apokalypse: E o cheiro?????
Cascão: Ele habitua-se!
terça-feira, fevereiro 14, 2006
Noticias...
Há uns dias ouvi nas noticias uma das nossas ministras a dizer que a pirataria deveria ser chamada de crime.
em analise ao que a sra. ministra disse, pressoponho que ela não estaria a falar de naús com uma bandeira negra e uma caveira com uns ossos cruzados de fundo que andem a atacar os pobres pescadores das Caneiras, nem muito menos a atacar inocentes turistas/residentes ingleses e alemães no Algarve.
A pirataria que falamos é a nova pirataria, a pirataria informatica. Malfeitores que trocaram a pala no olho pelo monitor de TFT, a perna de pau pelo teclado, o mar pela internet e o papagaio por...
bom, o papagaio fica.
Esses malfeitores optam por em vez de pagar 80€ por um jogo de computador original, jogo esse que por regra demora entre 24 a 48 horas a chegar ao fim, preferem tirá-lo da internet.
Em vez de ver 8 ou 9 telenovelas consecutivas na nossa, cada vez mais nobre, televisão portuguesa, ver um filme copiado.
Ou em vez de pagarem 20€ por um cd de uma banda recente com uma média de 12 musicas por album onde dessas 12 se aproveitam 2 talvez 3 se o album for bom, tirar essa mesma musica, num formato de nome MP3, que como todos sabem, em Swomi quer dizer o demónio.
Ao mesmo tempo, encontramos o Sr. Presidente do Banco de Portugal, o Dr. Vi(c)tor Constâncio, a dar mais uma vez a noticia aos portugueses que ainda temos de apertar mais o cinto, porque ele vai ser aumentado de 25 000€ para 30 000€ por mês.
E é nesta republica das bananas onde chego a estas conclusões:
Vamos todos ser "legais", e para sermos legais temos de fazer estas contas:
em analise ao que a sra. ministra disse, pressoponho que ela não estaria a falar de naús com uma bandeira negra e uma caveira com uns ossos cruzados de fundo que andem a atacar os pobres pescadores das Caneiras, nem muito menos a atacar inocentes turistas/residentes ingleses e alemães no Algarve.
A pirataria que falamos é a nova pirataria, a pirataria informatica. Malfeitores que trocaram a pala no olho pelo monitor de TFT, a perna de pau pelo teclado, o mar pela internet e o papagaio por...
bom, o papagaio fica.
Esses malfeitores optam por em vez de pagar 80€ por um jogo de computador original, jogo esse que por regra demora entre 24 a 48 horas a chegar ao fim, preferem tirá-lo da internet.
Em vez de ver 8 ou 9 telenovelas consecutivas na nossa, cada vez mais nobre, televisão portuguesa, ver um filme copiado.
Ou em vez de pagarem 20€ por um cd de uma banda recente com uma média de 12 musicas por album onde dessas 12 se aproveitam 2 talvez 3 se o album for bom, tirar essa mesma musica, num formato de nome MP3, que como todos sabem, em Swomi quer dizer o demónio.
Ao mesmo tempo, encontramos o Sr. Presidente do Banco de Portugal, o Dr. Vi(c)tor Constâncio, a dar mais uma vez a noticia aos portugueses que ainda temos de apertar mais o cinto, porque ele vai ser aumentado de 25 000€ para 30 000€ por mês.
E é nesta republica das bananas onde chego a estas conclusões:
Vamos todos ser "legais", e para sermos legais temos de fazer estas contas:
- 1 Jogo de computador/consola por mês= 80€
- 1 filme do clube de video por dia (2,5€ X 30=75€ [é impensável ver novelas todos os dias])
- 1 cd por mês = 20€
- Total mensal= 175€/mês. Tudo isto em valores arredondados, e se não contarmos a televisão por cabo. (Relembro que um ordenado mínimo são350€ aproximadamente)
Gostaria de saber também se o os acérrimos defensores da protecção contra a cópia iligal, se nunca durante toda a vida deles, nunca tiveram uma cassete gravada de um disco que gostem; seja para ouvir no carro, em casa de amigos ou onde quer que seja. Onde é que um Juiz tem moralidade para condenar uma pessoa que tem Software/audio/video copiado, para uso próprio. (É necessário fazer esta distinção). Se ele mesmo, dentro de sua casa tem com certeza, uma cassete do 1ª concerto ao vivo do Tony Carreira, fotocópias do 2º livro de Margarida Rebelo Pinto e aqueles e-mails porno de transformistas insaciaveis...
Por ultimo, dos 175€ mensais há que reparar que metade fica para o estado. Seja o estado a S.P.A., I.G.E. E vendo isto deste prisma... quem é o pirata aqui?
Para conclusão, depois do perfil já definido do "pirata" sendo ele: homem, dos 21 aos 29 anos, portanto naquela faixa etária que tem de ter 2 empregos, para conseguir levar bifes para a mesa. No entanto enquanto os pensadores do nosso governos acertam no perfil, falham no nome.
O homem com idade compreendida entre os 21 e os 29 anos, que rouba os ricos (governo, microsoft, sony music, etc) para dar aos pobres (neste caso, ele mesmo) não é um pirata e sim o robin dos bosques, mas sem os collants e as penas e todas a outras bichanisses...
Por ultimo, dos 175€ mensais há que reparar que metade fica para o estado. Seja o estado a S.P.A., I.G.E. E vendo isto deste prisma... quem é o pirata aqui?
Para conclusão, depois do perfil já definido do "pirata" sendo ele: homem, dos 21 aos 29 anos, portanto naquela faixa etária que tem de ter 2 empregos, para conseguir levar bifes para a mesa. No entanto enquanto os pensadores do nosso governos acertam no perfil, falham no nome.
O homem com idade compreendida entre os 21 e os 29 anos, que rouba os ricos (governo, microsoft, sony music, etc) para dar aos pobres (neste caso, ele mesmo) não é um pirata e sim o robin dos bosques, mas sem os collants e as penas e todas a outras bichanisses...
quarta-feira, janeiro 04, 2006
back in business.....
É verdade, após umas curtas férias, cá estamos, para falar mal de tudo quando podemos e sabemos...
Pouco mais de um mês de passou, e pouco se passou no nosso belo cantinho à beira-mar plantado. Recordemos as noticias mais importantes destes ultimos tempos:
- Benfica ganha a Manchester United e Cristiano Ronaldo, tem de pagar a aposta da derrota a Rooney
Passemos às noticiazinhas:
- Por recomendação da esposa, o candidato Anibal Cavaco Silva resolveu utilizar linguagem gestual nesta recta final, visto sempre que abre a boca para falar, perde 146 votos.
- Candidato Mário Soares, decidiu entre a sesta as 14h30 e a das 15h30, que a sua estratégia de candidatura deveria ser ofender verbalmente, todos os candidatos, não sendo assim acusado de benificiar a esquerda. Como sinal da sua dedicação enviou esta fotografia a todos os candidatos e pseudo-candidatos. Afirma também que ganha à 2ª volta.
- O Candidato Alegre manda SMS's anonimos a todos os militantes do PS a dizer que o Manel é o verdadeiro candidato socialista. Garante que ganha a Cavaco Silva na 2ª volta
- O Candidato Jerónimo de Sousa, ultiliza a técnica de Cavaco e gesticula também. Não pelas bacuradas que diz, mas porque, como de custume, no momento crucial fica sem voz.
- Francisco Louçã afirma que se ele não ganha, também não perde, quem perde é Portugal, mas por via das duvidas, até vai fumar um charro.
- Garcia Pereira pede aos eleitores os mesmos 6 votos que teve nas autarquicas, no entanto garante que na 2ª volta ganha a Cavaco.
- Manuel João Vieira, é internado no hospital Julio de Matos, com um depressão nervosa profunda, por pela 2ª vez consecutiva o T.C. não lhe aceitar as assinaturas*, assegura porém que ganha a Garcia Pereira na 3ª volta.
- Jorge Sampaio chora.
* - Nota: Pessoalmente acho inadmissivel, seres como a Abelha Maia, o Picachu ou até o Dartacão não terem personalidade jurídica e como tal as suas assinaturas não serem aceites pelo Tribunal Contitucional.
terça-feira, janeiro 03, 2006
Frase da Semana
As faculdades de hoje em dia, são instituições financeiras que vendem diplomas, onde os alunos são o consumidor interessado em comprar o tal diploma e os professores são os fulanos que querem atrapalhar as negociações.
O Regresso
Ano novo, textos novos a parvoíce é que se vai manter a mesma.
Como todos os nossos telespectadores devem ter reparado, os escritores deste belíssimo blog, não têm escrito nada, nem sequer uma mensagensinha de feliz natal ou de bom ano novo.
Muitos se têm perguntado do porquê de tal fenómeno e muitos mais têm avançado com as teorias do género: “ah, eles fartaram-se do blog” ou “ já não têm inspiração para escrever.
Embora a minha preferida seja a do nosso rapto por extraterrestres na noite de 08 de Dezembro, lá para as 23 e qualquer coisa.
Mas a verdade é que nós como pessoas bem relacionadas com o jet set nacional, resolvemos fazer uma coisa que está muito em voga nesse mesmo estrato social e tirámos um mês sabático para repensar estratégias e que linha deveríamos seguir (basicamente foi para podermos nos embebedar à vontade).
Como todos os nossos telespectadores devem ter reparado, os escritores deste belíssimo blog, não têm escrito nada, nem sequer uma mensagensinha de feliz natal ou de bom ano novo.
Muitos se têm perguntado do porquê de tal fenómeno e muitos mais têm avançado com as teorias do género: “ah, eles fartaram-se do blog” ou “ já não têm inspiração para escrever.
Embora a minha preferida seja a do nosso rapto por extraterrestres na noite de 08 de Dezembro, lá para as 23 e qualquer coisa.
Mas a verdade é que nós como pessoas bem relacionadas com o jet set nacional, resolvemos fazer uma coisa que está muito em voga nesse mesmo estrato social e tirámos um mês sabático para repensar estratégias e que linha deveríamos seguir (basicamente foi para podermos nos embebedar à vontade).
Depois de resolvida esta questão, decidimos manter a mesma linha e tentar criar outra lá mais para o verão quando estiver mais calor.
Por ultimo resta-me apenas deixar os votos de que tenham tido um feliz natal e que tenham entrado bem em 2006, já agora desejo também uma boa Páscoa, não nos lembremos de tirar outro mês sabático por essa altura.
Por ultimo resta-me apenas deixar os votos de que tenham tido um feliz natal e que tenham entrado bem em 2006, já agora desejo também uma boa Páscoa, não nos lembremos de tirar outro mês sabático por essa altura.
segunda-feira, novembro 28, 2005
Evangelhos III
A semana passada o líder espiritual da Igreja Católica Apostólica Romana, o Papa Bento XVI (Ratzinger) anunciou que iria ser vedada a entrada de homossexuais nos seminários.
Finalmente que a igreja tomou uma posição que termina com séculos de discriminação no seu próprio seio.
Ora se um heterossexual não podia frequentar nenhum convento por causa dos pecados da carne, também acho bem que nenhum homossexual tenha direito a frequentar um seminário.
Por esta medida só me resta cumprimentar o “nosso” Papa da pela única forma que ele merece:
Sieg Heil!! Herr Ratzinger!! Sieg Heil!!
Finalmente que a igreja tomou uma posição que termina com séculos de discriminação no seu próprio seio.
Ora se um heterossexual não podia frequentar nenhum convento por causa dos pecados da carne, também acho bem que nenhum homossexual tenha direito a frequentar um seminário.
Por esta medida só me resta cumprimentar o “nosso” Papa da pela única forma que ele merece:
Sieg Heil!! Herr Ratzinger!! Sieg Heil!!
Frase da semana
O Amor é como o fogo.
Só arde enquanto há pau.
terça-feira, novembro 22, 2005
Pensamento do dia (já que o monhé não escreve)
Cuidado com o que come...
Se o porco tem 4 pernas... de onde virá o fiambre de perna extra ?
Se o porco tem 4 pernas... de onde virá o fiambre de perna extra ?
Evangelhos II
Agora é altura de reparar nas orientações sexuais contidas na cartilha de ensinamentos da IGREJA UNIVERSAL DO REINO DE DEUS
Cartilha contra a libertinagem sexual, retirada do livro "Castigo Divino"
Veja os comentários sobre o pecado das seguintes posições sexuais:
"Posição de quatro - É uma das posições mais humilhantes para a mulher, pois ela fica prostrada como um animal enquanto seu parceiro ajoelhado a penetra. Animais são seres que não possuem espírito, então o homem que faz o cachorrinho com sua parceira, fica com sua alma amaldiçoada e fétida.
Cartilha contra a libertinagem sexual, retirada do livro "Castigo Divino"
Veja os comentários sobre o pecado das seguintes posições sexuais:
"Posição de quatro - É uma das posições mais humilhantes para a mulher, pois ela fica prostrada como um animal enquanto seu parceiro ajoelhado a penetra. Animais são seres que não possuem espírito, então o homem que faz o cachorrinho com sua parceira, fica com sua alma amaldiçoada e fétida.
Sexo Oral - O prazer de levar um órgão sexual a boca é condenado pelas leis divinas. A boca foi feita para falar e ingerir alimentos e a língua para apreciar os sabores. A mulher engolindo o sêmen não vai ter filhos. E o homem somente sentirá dores musculares na língua ao sugar a vagina de sua parceira.
Sexo Anal (Sodomia) - O ânus é sujo, fétido e possui em suas paredes milhões de bactérias. É o esgoto propriamente dito. No esgoto só existe ratos, baratas e mendigos. A pessoa que sodomisa ou é sodomisada ela se iguala a um rato pestilento. Seu espírito permanece imundo e amaldiçoado. Mas o pior é quando o ato é homossexual, pois o passaporte dessa infeliz criatura já está carimbado nos confins do inferno."
Sexo Anal (Sodomia) - O ânus é sujo, fétido e possui em suas paredes milhões de bactérias. É o esgoto propriamente dito. No esgoto só existe ratos, baratas e mendigos. A pessoa que sodomisa ou é sodomisada ela se iguala a um rato pestilento. Seu espírito permanece imundo e amaldiçoado. Mas o pior é quando o ato é homossexual, pois o passaporte dessa infeliz criatura já está carimbado nos confins do inferno."
Vejam a maneira certa de se relacionar sexualmente com sua parceira, segundo a cartilha:
"Posição Recomendada - O homem e a mulher devem lavar suas partes com 1 litro
de água corrente misturado com uma colher de vinagre e outra de sal grosso. Após isso, a mulher deve abrir as pernas e esperar o membro enrijecido do seu parceiro para iniciar a penetração. O homem após penetrar a mulher, não deve encostar seu peito nos seios dela, deve manter uma distância pois a fêmea deve estar rezando aos santos para que seu óvulo esteja sadio ao encontrar o espermatozóide. Depois do ato sexual, os dois devem rezar, pedindo perdão pelo prazer proibido do orgasmo. Como penitência, o açoite com vara de bambu é aceito como forma de purificação."
Com isto, só posso chegar a estas conclusões:
de água corrente misturado com uma colher de vinagre e outra de sal grosso. Após isso, a mulher deve abrir as pernas e esperar o membro enrijecido do seu parceiro para iniciar a penetração. O homem após penetrar a mulher, não deve encostar seu peito nos seios dela, deve manter uma distância pois a fêmea deve estar rezando aos santos para que seu óvulo esteja sadio ao encontrar o espermatozóide. Depois do ato sexual, os dois devem rezar, pedindo perdão pelo prazer proibido do orgasmo. Como penitência, o açoite com vara de bambu é aceito como forma de purificação."
Com isto, só posso chegar a estas conclusões:
- Será que ainda não saímos da idade média e eu tou a fazer confusão?
- Será que é por isto, que cada vez mais, é dificil encontrar bambu?
- Será que encontrarei os tele-espectadores no inferno?
segunda-feira, novembro 21, 2005
Evangelhos
Estava um dia bonito, e sempre que está um dia bonito (entenda-se sem chuva) resolve dar um passeio nas margens do rio de Spotville. Como sempre, Cascão tinha bebido umas muines para compensar a desidratação da caminhada. Ao fim de 13 minutos a passear, encontra um grupo de Evangelistas a baptizar fieis, e Cascão, curioso como sempre resolveu perguntar o que faziam ali. Ao que o Pastor respondeu:
-Estou a fazer estas ovelhas tresmalhadas, a encontrar Jesus! Tambem queres experimentar?
Os olhos de Cascão brilharam. Não é todos os dias que lhe falam em ovelhas. Prontamente respondeu:
-Claro!
-Então, põe-te na fila... há-de chegar a tua vez! Responde o pastor
À sua frente Cascão via o pastor a mandar vestir uma túnica branca e a mergulhar os crentes no rio. Quando saiam de dentro de água o pastor perguntava:
-Viste Jesus?
-Sim, vi! -Respondiam os crentes.
Até que chegou a vez de Cascão. Olha à sua volta e veste a túnica. Espero que ninguém que conheço me veja com isto vestido, até porque tenho muito pouca vontade de ir para a Nazaré. Pensou Cascão.
E então o pastor mergulha-o dentro de água, e quando o puxa, pergunta:
-Viste Jesus?
-Não! responde Cascão. E o pastor mergulha-o durante mais tempo. Quando o puxa novamente, repete a pergunta:
-Viste Jesus?
-Não! volta a repetir Cascão.
Então o pastor, mergulha a cabeça de Cascão e deixa-o dentro de água, tanto tempo que Cascão sentiu-se a desfalecer e, quando finalmente é tirado de dentro de água, ouve a voz do pastor, novamente e num tom muito enervado:
-E AGORA? VISTE JESUS OU NÃO?
Ao que Cascão respondeu:
-NÃO! NÃO VI! MAS VOCÊ TEM A CERTEZA QUE ELE CAIU AQUI?
E foi aqui que Cascão tomou o 2ª banho
Parece que foi ontem....
"ORDINARIAMENTRE todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm a austeridade, nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o ESTADISTA. É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. Política ao acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência?"
Este texto, embora actual, foi escrito à 138 anos, por um Senhor de nome Eça de Queiroz, publicado n'"O distrito de Évora". Não deixa de ser lamentável. 138 anos depois de este texto ter sido escrito, a situação política portuguesa, se encontre em igual ou pior estado.
Este texto, embora actual, foi escrito à 138 anos, por um Senhor de nome Eça de Queiroz, publicado n'"O distrito de Évora". Não deixa de ser lamentável. 138 anos depois de este texto ter sido escrito, a situação política portuguesa, se encontre em igual ou pior estado.
sexta-feira, novembro 18, 2005
Magazine Cultural
Cada dia que passa somos obrigado tanto a nível profissional como a nível pessoal a empregar palavras "caras".
Como tal deixamos aqui varios proverbios mutados para essas palavras:
Expõe-me com quem deambulas e a tua idiossincrasia augurarei.
(Diz-me com quem andas e te direi quem és)
Espécime avícola na cavidade metacárpica, supera os congéneres revolteando em duplicado.
(Mais vale um pássaro na mão, que dois a voar)
Ausência de percepção ocular, insensibiliza órgão cardial.
(Olhos que não vêem, coração que não sente)
Equídeo objecto de dádiva, não é passível de observação odontológica.
(A cavalo dado não se olham os dentes)
O globo ocular do proprietário torna obesos os bovinos.
(O olho do amo engorda o gado)
Idêntico ascendente, idêntico descendente.
(Tal pai, tal filho)
Descendente de espécime piscícola sabe locomover-se em líquido inorgânico.
(Filho de peixe sabe nadar)
Pequena leguminosa seca após pequena leguminosa seca atesta a capacidade de ingestão de espécie avícola.
(Grão a grão enche a galinha o papo)
Tem o monarca no baixo ventre
(Tem o rei na barriga)
Quem movimenta os músculos supra faciais mais longe do primeiro,
movimenta-os substancialmente em condições excepcionais.
(Quem ri por último ri melhor)
Quem aguarda longamente, atinge o estado de exaustão.
(Quem espera desespera)
Como tal deixamos aqui varios proverbios mutados para essas palavras:
Expõe-me com quem deambulas e a tua idiossincrasia augurarei.
(Diz-me com quem andas e te direi quem és)
Espécime avícola na cavidade metacárpica, supera os congéneres revolteando em duplicado.
(Mais vale um pássaro na mão, que dois a voar)
Ausência de percepção ocular, insensibiliza órgão cardial.
(Olhos que não vêem, coração que não sente)
Equídeo objecto de dádiva, não é passível de observação odontológica.
(A cavalo dado não se olham os dentes)
O globo ocular do proprietário torna obesos os bovinos.
(O olho do amo engorda o gado)
Idêntico ascendente, idêntico descendente.
(Tal pai, tal filho)
Descendente de espécime piscícola sabe locomover-se em líquido inorgânico.
(Filho de peixe sabe nadar)
Pequena leguminosa seca após pequena leguminosa seca atesta a capacidade de ingestão de espécie avícola.
(Grão a grão enche a galinha o papo)
Tem o monarca no baixo ventre
(Tem o rei na barriga)
Quem movimenta os músculos supra faciais mais longe do primeiro,
movimenta-os substancialmente em condições excepcionais.
(Quem ri por último ri melhor)
Quem aguarda longamente, atinge o estado de exaustão.
(Quem espera desespera)
quarta-feira, novembro 16, 2005
Frase da Semana ou não tinha mais nada para escrever
Vivam cada dia como se fosse o ultimo, vão ver que mais cedo ou mais tarde acertam
terça-feira, novembro 15, 2005
Andamos a estudar para quê?
Caso os nossos telespectadores não saibam, a medida dos caminhos-de-ferro (distância entre os 2 trilhos) dos Estados Unidos é de 4 pés e 8,5 polegadas.
Porque foi usado este número?
Porque era esta a medida dos caminhos-de-ferro ingleses e como os caminhos-de-ferro americanos foram construídos pelos ingleses então resolveram usar a mesma medida.
Porque é que os ingleses usavam esta medida?
Porque as empresas inglesas que construíam os vagões eram as mesmas que construíam as carroças antes dos caminhos-de-ferro e utilizaram as mesmas medidas das carroças.
Porque era usada a medida (4 pés e 8,5 polegadas) para as carroças?
Porque a distância entre as rodas das carroças deveria caber nas estradas antigas da Europa que tinham esta medida.
E por que tinham as estradas esta medida?
Porque estas estradas foram abertas pelo antigo império romano na altura das suas conquistas e estas medidas eram baseadas nos carros romanos puxados por 2 cavalos.
E porque é que as medidas dos carros romanos foram definidas assim?
Porque foram feitas para acomodar 2 traseiros de cavalo!
Finalmente...
O vaivém espacial americano, o Space Shuttle, utiliza 2 tanques de combustível (SRB - Solid Rocket Booster) que são fabricados pela Thiokol no Utah.
Os engenheiros que projectaram estes tanques queriam fazê-lo mais largos, porém, tinham a limitação dos túneis ferroviários por onde eles seriam transportados, que por sua vez tinham as suas medidas baseadas na linha que estava limitada ao tamanho das carroças inglesas que tinham a largura das estradas europeias da época do império Romano que tinham a largura do cu de 2 cavalos.
Conclusão:
O exemplo mais avançado da engenharia mundial em design e tecnologia é baseado no tamanho do cu do cavalo romano!
segunda-feira, novembro 14, 2005
Frase da semana
A pior das sextas-feiras ainda é melhor do que a melhor das segundas-feiras
sexta-feira, novembro 11, 2005
Os cinco segredos para um homem ser feliz
1 - É importante encontrar uma mulher que tenha um bom emprego.
2 - É importante encontrar uma mulher que adore cozinhar e cuidar da casa.
3 - É importante encontrar uma mulher que seja responsável e não gaste o dinheiro todo em compras.
4 - É importante encontrar uma mulher boa de cama e que adore fazer sexo.
5 - É extremamente importante que estas quatro mulheres nunca se encontrem!
Nova entrada no dicionário
No sentido de mais uma vez proporcionar um bom serviço publico, venho aqui colocar a nova definição de otário no dicionário de Lingua Portuguesa.
Otário - indivíduo que defende, com ardor mas sem argumentos e com 4 DVD manhosos, a construção do Aeroporto da Ota.
quinta-feira, novembro 10, 2005
Grande dia 10 de Novembro
Para que os nossos telespectadores possam melhor compreender a importância do 10 de Novembro, resolvemos publicar os maiores acontecimentos da humanidade por ordem cronológica.
- 10 de Novembro de 461. Morte do Papa Leão I, o Grande, que tinha conseguido deter Átila, o Huno, quando este se preparava para atacar Roma.
-10 de Novembro de 1483. Nasce Martinho Lutero (1483-1546), em Eisleben na Saxónia, na Alemanha. Em 1517 Lutero pregou as suas 95 Teses na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, onde defendia que a Bíblia devia ser a única autoridade da igreja, e pedia a reforma da Igreja Católica Romana.
-10 de Novembro de 1923. Abertura do primeiro Congresso do Partido Comunista Português.
-10 de Novembro de 1925. Nascimento do actor Richard Burton (1925-1984), em Pontrydyfen, no País de Gales, com o nome de baptismo de Richard Jenkins. Considerado um dos grandes actores dramáticos britânicos, foi quando se casou com a actriz americana Elizabeth Taylor, após a participação no filme Cleópatra, que se tornou mundialmente famoso.
-10 de Novembro 10 de Novembro de 1928. Hirohito (1901-1989) foi coroado imperador do Japão.
-10 de Novembro de 1933. A Acção Católica Portuguesa é institucionalizada por Pio XI.
-10 de Novembro de 1970. Charles De Gaulle (1890-1970) morreu em Colombey-les-Deux-Églises, para onde se tinha retirado após a demissão da presidência da república francesa em 1969. Tinha encabeçado em Londres a resistência francesa contra a Alemanha e o regime colaboracionista de VIchy, sendo escolhido para dirigir o governo provisório em Argélia. Governou a França desde a sua libertação em 1944 até 1946. Regressado ao poder em 1958 devido à Guerra da Argélia, foi eleito presidente da república francesa em 1959.
-10 de Novembro de 1989. O Muro de Berlim começou a ser derrubado.
-10 de Novembro de 1990. Cascão toma pela primeira vez na sua vida um banho por sua livre e espontânea vontade.
quarta-feira, novembro 09, 2005
Belos tempos
Hoje resolvi colocar aqui neste blog, três versos de uma música que estava muito em voga nos meus tempos de estudante e que infelizmente a nossa juventude já não canta.
Badabadum badum badum badum badera
Badabadum badum badum badum badera
Minha sogra morreu ontem
Com uma morte muito dura
Ao beber um copo de água
Engoliu a dentadura
Badabadum badum badum badum badera
Badabadum badum badum badum badera
Fui cagar ao cemitério
Atrás de um arvoredo
Levantou-se um morto e disse
- Tens um cu que mete medo
Badabadum badum badum badum badera
Badabadum badum badum badum badera
Na rua das putas
Está escrito na tabuleta
Quem tem dinheiro, deita fora
Quem não tem bate á punheta
Badabadum badum badum badum badera
Badabadum badum badum badum badera
Badabadum badum badum badum badera
Badabadum badum badum badum badera
Minha sogra morreu ontem
Com uma morte muito dura
Ao beber um copo de água
Engoliu a dentadura
Badabadum badum badum badum badera
Badabadum badum badum badum badera
Fui cagar ao cemitério
Atrás de um arvoredo
Levantou-se um morto e disse
- Tens um cu que mete medo
Badabadum badum badum badum badera
Badabadum badum badum badum badera
Na rua das putas
Está escrito na tabuleta
Quem tem dinheiro, deita fora
Quem não tem bate á punheta
Badabadum badum badum badum badera
Badabadum badum badum badum badera
Mais vale atirarem as bilhas
Só o governo Francês é que ainda não entendeu que não é com gás lacrimogéneo que vão parar a onda de violência urbana que assola o país.
È que a chorar já andam os causadores de disturbios desde que tudo começou.
A chorar de tanto rir, da forma de actuar das autoridades governativas francesas.
È que a chorar já andam os causadores de disturbios desde que tudo começou.
A chorar de tanto rir, da forma de actuar das autoridades governativas francesas.
terça-feira, novembro 08, 2005
Contextos nocturnos - Fase 6
Este fim-de-semana, assim que cheguei a Spotville fui ao bar onde costumo ir para beber um copo e ver a rapaziada.
Mas mal entro numa das ruas no centro da cidade, deparo-me com uma das cenas mais estranhas que já vi até hoje.
Ainda incrédulo com o que tinha visto, toco á campainha e o porteiro mal me vê sorri e pergunta: - Então, já não te via há algum tempo
- Tive que ficar em Lisboa o fim-de-semana que passou e não pude mesmo cá vir. O chibatarim está?
- Está lá dentro a rogar pragas á cidade.
- Estes gajos da Amadora, são sempre a mesma coisa. Bem vou cumprimentá-lo.
Mal entrei, saltou-me á vista uma exposição de fotografia digital feita por uma amiga minha e que caso não gostasse, tinha de pensar rapidamente num bom argumento para dar.
Mal chego ao balcão vejo o chibatarim, um jovem com aspecto gótico e com uma barbicha triangular, na sua posição preferida. Estava de gatas a arrumar copos.
- Então, ainda agora cheguei e já estas a fazer um esconde-te que vem aí o teu pai?
- Que engraçadinho! Hoje começas cedo.
- Tu é que estás a pedi-las ao pores-te nessa posição.
- E querias que arrumasse os copos como?
- Sei lá.
- Então bebes café ou imperial?
- Pode ser café, antes de começar as festividades.
- E novidades?
- Nenhumas, aquilo por lá continua tudo na mesma, mas agora de cá já não posso dizer o mesmo.
- Então?
- Nem imaginas, vinha ali na rua a passar de carro e nem sequer sonhas com o que eu vi!
- Deves ter visto alguma das boas.
- Nada mais nada menos que uma data de gajos no meio da rua a fazer de José Castelo Branco.
- Tas a gozar!
- Não estou nada, juro-te que estava uma carrada de gajos a imitar o José Castelo Branco ali no meio da rua.
- Desculpem meter-me na conversa – disse um rapaz de óculos escuros com ar de quem já tinha visto melhores dias.
- Mas vocês falaram em José Castelo Branco?
- Falámos – respondi eu a olhar intrigado para tal personagem.
- Bem me parecia, é que tenho um primo meu que o conhece.
- Bom para ele – respondi eu, numa tentativa de matar por ali o assunto.
- Pois é verdade que ele o conhece, conheceram-se num cabaré de Lisboa.
- Ahhhhhhh. Tou a ver daqui! Tira-me mas é uma imperial se faz favor, Chibatarim.
- Desculpem outra vez, mas posso só fazer mais uma pergunta?
- Pode.
- Por acaso não vendem droga?
- Por acaso até não. Porquê, temos cara de quem vende?
- Não. Desculpe mas podia receber o meu cartão antes de tirar a imperial para este senhor?
- Então está com pressa?
- Tou, tennho de ir agora ali para o meio da rua fazer de José Castelo Branco.
Mas mal entro numa das ruas no centro da cidade, deparo-me com uma das cenas mais estranhas que já vi até hoje.
Ainda incrédulo com o que tinha visto, toco á campainha e o porteiro mal me vê sorri e pergunta: - Então, já não te via há algum tempo
- Tive que ficar em Lisboa o fim-de-semana que passou e não pude mesmo cá vir. O chibatarim está?
- Está lá dentro a rogar pragas á cidade.
- Estes gajos da Amadora, são sempre a mesma coisa. Bem vou cumprimentá-lo.
Mal entrei, saltou-me á vista uma exposição de fotografia digital feita por uma amiga minha e que caso não gostasse, tinha de pensar rapidamente num bom argumento para dar.
Mal chego ao balcão vejo o chibatarim, um jovem com aspecto gótico e com uma barbicha triangular, na sua posição preferida. Estava de gatas a arrumar copos.
- Então, ainda agora cheguei e já estas a fazer um esconde-te que vem aí o teu pai?
- Que engraçadinho! Hoje começas cedo.
- Tu é que estás a pedi-las ao pores-te nessa posição.
- E querias que arrumasse os copos como?
- Sei lá.
- Então bebes café ou imperial?
- Pode ser café, antes de começar as festividades.
- E novidades?
- Nenhumas, aquilo por lá continua tudo na mesma, mas agora de cá já não posso dizer o mesmo.
- Então?
- Nem imaginas, vinha ali na rua a passar de carro e nem sequer sonhas com o que eu vi!
- Deves ter visto alguma das boas.
- Nada mais nada menos que uma data de gajos no meio da rua a fazer de José Castelo Branco.
- Tas a gozar!
- Não estou nada, juro-te que estava uma carrada de gajos a imitar o José Castelo Branco ali no meio da rua.
- Desculpem meter-me na conversa – disse um rapaz de óculos escuros com ar de quem já tinha visto melhores dias.
- Mas vocês falaram em José Castelo Branco?
- Falámos – respondi eu a olhar intrigado para tal personagem.
- Bem me parecia, é que tenho um primo meu que o conhece.
- Bom para ele – respondi eu, numa tentativa de matar por ali o assunto.
- Pois é verdade que ele o conhece, conheceram-se num cabaré de Lisboa.
- Ahhhhhhh. Tou a ver daqui! Tira-me mas é uma imperial se faz favor, Chibatarim.
- Desculpem outra vez, mas posso só fazer mais uma pergunta?
- Pode.
- Por acaso não vendem droga?
- Por acaso até não. Porquê, temos cara de quem vende?
- Não. Desculpe mas podia receber o meu cartão antes de tirar a imperial para este senhor?
- Então está com pressa?
- Tou, tennho de ir agora ali para o meio da rua fazer de José Castelo Branco.
Gripe das galinhas III
Cada vez que ligo a porcaria da televisão para ver notícias só consigo ficar informado acerca de duas coisas.
Uma é a gripe das aves e a outra é o verdadeiro estado de guerra civil que se vive na França.
Da primeira só ouço que vem aí a pandomia que vai matar muita gente e que o nosso governo ainda não fez nada.
Estão á espera que se faça o quê?
Que todos os Portugueses sejam obrigados a tirar a carta de caçador de forma a poderem abater todo o pássaro que espirre?
Proibir as putas de fazer bicos aos clientes?
Ou simplesmente proibir o Ricardo de dar frangos, para evitar algum contágio?
Pelo que eu sei ele até se está a esforçar quanto a isso, se assim não fosse o golo do Leiria teria sido validado.
Sinceramente eu acho que tudo isto não passa de boatos alarmistas, lançados pelas farmacêuticas que vêem no pânico generalizado, uma potencial fonte de lucros.
Quanto aos acontecimentos de França, só veem a provar que a velha Europa está podre dentro da sua concha de pseudo moralismo levado ao extremo.
Sim como a maioria dos países europeus passam a vida a condenar a forma como os Norte-Americanos agem.
Uma é a gripe das aves e a outra é o verdadeiro estado de guerra civil que se vive na França.
Da primeira só ouço que vem aí a pandomia que vai matar muita gente e que o nosso governo ainda não fez nada.
Estão á espera que se faça o quê?
Que todos os Portugueses sejam obrigados a tirar a carta de caçador de forma a poderem abater todo o pássaro que espirre?
Proibir as putas de fazer bicos aos clientes?
Ou simplesmente proibir o Ricardo de dar frangos, para evitar algum contágio?
Pelo que eu sei ele até se está a esforçar quanto a isso, se assim não fosse o golo do Leiria teria sido validado.
Sinceramente eu acho que tudo isto não passa de boatos alarmistas, lançados pelas farmacêuticas que vêem no pânico generalizado, uma potencial fonte de lucros.
Quanto aos acontecimentos de França, só veem a provar que a velha Europa está podre dentro da sua concha de pseudo moralismo levado ao extremo.
Sim como a maioria dos países europeus passam a vida a condenar a forma como os Norte-Americanos agem.
O problema surge a partir do momoento em que são postos á prova como é este caso e aí simplesmente não sabem como agir sem contrariar aquilo que tanto criticam nos Norte-Americanos.
O Sr. Jacques Chirac devia era dar a mão á palmatória e dar ordens á policia para abater toda e qualquer pessoa que desrespeite o recolher obrigatório ou seja apanhada em flagrante de delito.
Se não quiser ser tão radical, basta importar algumas aves do Vietname, lançá-las nos bairros problemáticos e esperar que o N1H5 faça o resto do trabalhinho sujo.
O Sr. Jacques Chirac devia era dar a mão á palmatória e dar ordens á policia para abater toda e qualquer pessoa que desrespeite o recolher obrigatório ou seja apanhada em flagrante de delito.
Se não quiser ser tão radical, basta importar algumas aves do Vietname, lançá-las nos bairros problemáticos e esperar que o N1H5 faça o resto do trabalhinho sujo.
Contextos nocturnos - Fase 5
- Então pá, só agora é que apareces. Não me digas que te zangaste com a tua gaja?
- Não.
- Então, foste vêr o jogo do Vitória?
- Não.
- Porra, tas um bocadinho monocórdico. Estás chateado comigo?
- Não.
- Mas vais responder com não a tudo o que eu te pergunto?
- Não.
- Daaaa-sse, hoje estás impossível de aturar, vou-me embora.
- Então, vais assim? Não me perguntas se eu vendo droga?
- Eu sei que tu não vendes, porque é que iria perguntar algo que já sei a resposta?
- Porque assim vou ter que ir ali para o meio da rua fazer de José Castelo Branco.
- Não.
- Então, foste vêr o jogo do Vitória?
- Não.
- Porra, tas um bocadinho monocórdico. Estás chateado comigo?
- Não.
- Mas vais responder com não a tudo o que eu te pergunto?
- Não.
- Daaaa-sse, hoje estás impossível de aturar, vou-me embora.
- Então, vais assim? Não me perguntas se eu vendo droga?
- Eu sei que tu não vendes, porque é que iria perguntar algo que já sei a resposta?
- Porque assim vou ter que ir ali para o meio da rua fazer de José Castelo Branco.
Contextos nocturnos - Fase 4
Apresento-vos um casal de idade que está a passear de mão dada, algures por uma das ruas de um qualquer bairro residencial da Falagueira.
Ele o Sr. António Antunes, reformado dos estaleiros da Lisnave é agora, para além de um marido carinhoso, um militante activo do PCP da Amadora.
Ela a Dª Anaclorinda Antunes passou toda a sua vida em casa nas inúmeras tarefas domésticas de forma a agradar o seu marido. De vez em quando lá ia até à Leitaria Estrela, jogar uma lerpa com as amigas, mas isto só muito de vez em quando.
Ambos com o seu passo lento dado de acordo com aquilo que a idade de ambos permite, vão avançando lentamente, junto aos carros estacionados na rua.
Mas avancemos na história que os velhos não interessam para nada.
Entretanto um carro comercial branco acaba de estacionar saindo lá de dentro um jovem alto, todo vestido de preto que se dirige para a porta do pendura e ao mesmo tempo que a abre diz:
- Ó sofista de um raio acorda que chegamos à Falagueira.
- Deixa-me dormir, não sejas chato.
- Vá deixa-te de tretas e acorda já.
- Porra é sempre a mesma coisa. Esta treta de viajar á noite tem de acabar.
- Eu bem te disse ontem que vínhamos hoje á noite.
- Sim, mas eu não dormi nada de jeito. Bem que podíamos ter vindo só amanhã.
- Pois, até sou eu que tenho culpa de não dormires nada, lá que tu não durmas nada só para ver se arranjas bilhetes de borla para a festa do Avante, já é problema teu.
- Até já falas como um habitante de Spotville.
Ele o Sr. António Antunes, reformado dos estaleiros da Lisnave é agora, para além de um marido carinhoso, um militante activo do PCP da Amadora.
Ela a Dª Anaclorinda Antunes passou toda a sua vida em casa nas inúmeras tarefas domésticas de forma a agradar o seu marido. De vez em quando lá ia até à Leitaria Estrela, jogar uma lerpa com as amigas, mas isto só muito de vez em quando.
Ambos com o seu passo lento dado de acordo com aquilo que a idade de ambos permite, vão avançando lentamente, junto aos carros estacionados na rua.
Mas avancemos na história que os velhos não interessam para nada.
Entretanto um carro comercial branco acaba de estacionar saindo lá de dentro um jovem alto, todo vestido de preto que se dirige para a porta do pendura e ao mesmo tempo que a abre diz:
- Ó sofista de um raio acorda que chegamos à Falagueira.
- Deixa-me dormir, não sejas chato.
- Vá deixa-te de tretas e acorda já.
- Porra é sempre a mesma coisa. Esta treta de viajar á noite tem de acabar.
- Eu bem te disse ontem que vínhamos hoje á noite.
- Sim, mas eu não dormi nada de jeito. Bem que podíamos ter vindo só amanhã.
- Pois, até sou eu que tenho culpa de não dormires nada, lá que tu não durmas nada só para ver se arranjas bilhetes de borla para a festa do Avante, já é problema teu.
- Até já falas como um habitante de Spotville.
- Porque é que dizes isso?
- Porque essa boquinha era escusada.
Sem eles darem por nada, surge um jovem carocho, vindo de um dos bairros sociais que ali se encontram e que lhes pergunta:
- Dreads, não arranjam pra i um pouco de xito?
- Não. – Respondem os dois em uníssono.
- Então, emprestam-me 5 euros?
- Mas porque raio é que queres 5 euros?
- Para comprar um bilhete de comboio, para ir para o meio de uma rua de Spotville fazer de José Castelo Branco.
Sem eles darem por nada, surge um jovem carocho, vindo de um dos bairros sociais que ali se encontram e que lhes pergunta:
- Dreads, não arranjam pra i um pouco de xito?
- Não. – Respondem os dois em uníssono.
- Então, emprestam-me 5 euros?
- Mas porque raio é que queres 5 euros?
- Para comprar um bilhete de comboio, para ir para o meio de uma rua de Spotville fazer de José Castelo Branco.
segunda-feira, novembro 07, 2005
Contextos nocturnos - Fase 3
Lisboa, algures num destes dias por volta das 18:30, um telemóvel toca dentro de um carro.
- Tou, quem fala?
- Monhé, como que é?
- Então facadas estás bêbedo?
- Tens-me em boa conta, não? Porque é que dizes isso?
- Ahh, ultimamente só me ligas quando estás bêbedo!
- Exagerado, liguei-te apenas uma ou duas vezes este mês.
- E sempre bêbedo, eheheheh. Então diz lá o que queres e despacha-te que eu estou a conduzir.
- Tas cá em Spotville?
- A esta hora? Ainda estou a sair do trabalho, não tenho horário de vendedor. Mas porquê?
- Para bebermos um copo. Então a que horas é que chegas?
- É pá, só devo chegar lá para as dez e tal.
- Ok, então depois dá-me um toque!
- Tá bem, eu dou assim que chegar.
- Olha?
- Diz Facadas.
- Vendes droga?
- Ó Facadas vai pró C******, sabes bem que não e tu também não consomes, mas porque raio me estás a fazer essa pergunta
- Por nada, mas como não vendes, vou ali para o meio da rua fazer de José Castelo Branco.
- Tou, quem fala?
- Monhé, como que é?
- Então facadas estás bêbedo?
- Tens-me em boa conta, não? Porque é que dizes isso?
- Ahh, ultimamente só me ligas quando estás bêbedo!
- Exagerado, liguei-te apenas uma ou duas vezes este mês.
- E sempre bêbedo, eheheheh. Então diz lá o que queres e despacha-te que eu estou a conduzir.
- Tas cá em Spotville?
- A esta hora? Ainda estou a sair do trabalho, não tenho horário de vendedor. Mas porquê?
- Para bebermos um copo. Então a que horas é que chegas?
- É pá, só devo chegar lá para as dez e tal.
- Ok, então depois dá-me um toque!
- Tá bem, eu dou assim que chegar.
- Olha?
- Diz Facadas.
- Vendes droga?
- Ó Facadas vai pró C******, sabes bem que não e tu também não consomes, mas porque raio me estás a fazer essa pergunta
- Por nada, mas como não vendes, vou ali para o meio da rua fazer de José Castelo Branco.
Camafeus, Cascões e Maus: Já nem sei quem era a escrever....
(...) E foi aí que ele me disse a coisa mais estranha que ouvi até hoje....
-E o que é que o chinês disse, perguntaram e unissono?
Ao que Red Label prontamente respondeu: - Pong ti-shuan, mai-kia ihlmekyonh!
-Realmente é estranho, quase tão estranho, como encontrarmos o Cascão a falar Português fluente. Diz Doc Krepal, e continua o raciocinio: Por falar em chinês! O que acham se fossemos alí ao Salloon beber umas muines?
E foi aqui que se deu o inicio do fim:
Metade da população seguiu para o antigo salloon, a outra metade avançou para Xpotarim, o salloon recentemente inaugurado.
Já no Xpotarim, Apokalypse pergunta a Pep'iguanas o que lhe tinha acontecido, e porque tinha levado toda a gente a pensar que ele tinha morrido logo no episódio 3. Pep'Iguanas olha à volta para ver se alguem os estava a ouvir, e começa o discurso:
-Há mais de um ano que fui contratado para fazer isto. Na verdade, eu não sou dono de um circo, e sim agente secreto. - Diz enquanto dava mais um gole no seu muine-martini e acendia um cigarro.
Apokalypse, incredulo olhava para Pep'Iguanas à espera do resto da história.
- Há 30 anos atrás nasceram duas crianças em Spotville, mas devido a uns problemas, foram separadas à nascença, desde então a minha agencia, anda a fazer tudo para os encontrar.
-Mas o que têm esse irmãos de especial? Perguntou Apokalypse
-Na agencia deram-me muito pouca informação, mas pelo que pude apurar, eles, juntos podem acelerar o tempo.
-E porque simulaste a tua morte?
-Era a unica maneira de conseguir andar por Spotville, sem dar nas vistas, até recolher a informação necessária. Agora posso dizer que o meu trabalho, está acabado. Já sei quem eles são.
- E quem são?
Quando Pep'Iguanas ia responder, ouve-se uns passos, a entrar no sallloon, uma cara nova, de aspecto duvidavel, chegou-se ao balção pediu um vodka, e perguntou a uma das funcionarias, se era de Spotville. De seguida, aproximou-se de Apokalypse, disse que os predios de spotville estavam mal contruidos, que a forma arquitectonica não seria a mais correcta, e logo de seguida perguntou:
- Desculpem lá. Vendem droga?
Apokalypse e Pep'Iguanas, abanam a cabeça e dizem que não.
-Ok, então vou para a rua fazer de Zé Castelo Branco!
Assim que o estranho desconhecido se afasta Pep'Iguanas continua:
-No tempo que aqui andei escondido descobri que havia outro agente, o qual tive de matar, esse agente tinha o nome de código, LoneFish.
Já chega de conversas diz Apokalypse, mas afinal quem é que são os irmão???? (continua)
-E o que é que o chinês disse, perguntaram e unissono?
Ao que Red Label prontamente respondeu: - Pong ti-shuan, mai-kia ihlmekyonh!
-Realmente é estranho, quase tão estranho, como encontrarmos o Cascão a falar Português fluente. Diz Doc Krepal, e continua o raciocinio: Por falar em chinês! O que acham se fossemos alí ao Salloon beber umas muines?
E foi aqui que se deu o inicio do fim:
Metade da população seguiu para o antigo salloon, a outra metade avançou para Xpotarim, o salloon recentemente inaugurado.
Já no Xpotarim, Apokalypse pergunta a Pep'iguanas o que lhe tinha acontecido, e porque tinha levado toda a gente a pensar que ele tinha morrido logo no episódio 3. Pep'Iguanas olha à volta para ver se alguem os estava a ouvir, e começa o discurso:
-Há mais de um ano que fui contratado para fazer isto. Na verdade, eu não sou dono de um circo, e sim agente secreto. - Diz enquanto dava mais um gole no seu muine-martini e acendia um cigarro.
Apokalypse, incredulo olhava para Pep'Iguanas à espera do resto da história.
- Há 30 anos atrás nasceram duas crianças em Spotville, mas devido a uns problemas, foram separadas à nascença, desde então a minha agencia, anda a fazer tudo para os encontrar.
-Mas o que têm esse irmãos de especial? Perguntou Apokalypse
-Na agencia deram-me muito pouca informação, mas pelo que pude apurar, eles, juntos podem acelerar o tempo.
-E porque simulaste a tua morte?
-Era a unica maneira de conseguir andar por Spotville, sem dar nas vistas, até recolher a informação necessária. Agora posso dizer que o meu trabalho, está acabado. Já sei quem eles são.
- E quem são?
Quando Pep'Iguanas ia responder, ouve-se uns passos, a entrar no sallloon, uma cara nova, de aspecto duvidavel, chegou-se ao balção pediu um vodka, e perguntou a uma das funcionarias, se era de Spotville. De seguida, aproximou-se de Apokalypse, disse que os predios de spotville estavam mal contruidos, que a forma arquitectonica não seria a mais correcta, e logo de seguida perguntou:
- Desculpem lá. Vendem droga?
Apokalypse e Pep'Iguanas, abanam a cabeça e dizem que não.
-Ok, então vou para a rua fazer de Zé Castelo Branco!
Assim que o estranho desconhecido se afasta Pep'Iguanas continua:
-No tempo que aqui andei escondido descobri que havia outro agente, o qual tive de matar, esse agente tinha o nome de código, LoneFish.
Já chega de conversas diz Apokalypse, mas afinal quem é que são os irmão???? (continua)
Contextos nocturnos - Fase 2
- Desculpa, posso beber mais uma imperial?
- Desculpe mas já estamos fechados.
- É só mais uma, antes de ir embora.
- Já passa das 3 da manhã e já nos deram ordem para arrumar tudo e não servir mais ninguém.
- Então para quem são essas cinco?
- Isso é comigo, mas garanto que nenhuma é para si.
- Vá lá, só mais uma, o meu amigo até tem um cartão de vinte euros para pagar.
- E eu com isso, não é ele que está a pedir.
- Então, não me dá mais nenhuma imperial?
- Não, não vendo.
- E droga vendes?
- Não, não vendo droga, Mas aquela história toda das imperiais era para ver se eu vendia droga?
- Desculpe, acho que vou pagar e vou ali para o meio da rua fazer de José Castelo Branco.
- Desculpe mas já estamos fechados.
- É só mais uma, antes de ir embora.
- Já passa das 3 da manhã e já nos deram ordem para arrumar tudo e não servir mais ninguém.
- Então para quem são essas cinco?
- Isso é comigo, mas garanto que nenhuma é para si.
- Vá lá, só mais uma, o meu amigo até tem um cartão de vinte euros para pagar.
- E eu com isso, não é ele que está a pedir.
- Então, não me dá mais nenhuma imperial?
- Não, não vendo.
- E droga vendes?
- Não, não vendo droga, Mas aquela história toda das imperiais era para ver se eu vendia droga?
- Desculpe, acho que vou pagar e vou ali para o meio da rua fazer de José Castelo Branco.
Contextos nocturnos - Fase 1
Germinal, um estudante de Arquitectura moderna olhava intensamente para a sua amada enquanto bebia mais um gole de vodka para ganhar coragem para se declarar.
Não passava de um amor platónico, mas o desejo crescia nele a tal ponto que nem uma foto da Liliana Queirós, trajada como veio ao mundo o fazia desviar o olhar da sua musa.
Os seus amigos lá o iam chamando de José Castelo Branco e outras coisas menos abonatórias para a masculinidade dele, mas Germinal como qualquer jovem inconsequente que se encontra apaixonado, nem sequer ouvia o que estava a ser dito sobre si.
Então de repente bebe o seu Vodka num único gole e levanta-se decidido a pôr cobro á tortura de que era vitima desde que pela primeira vez tinha visto a sua amada numa grande superfície a comprar melancias. Uma tortura que o deixava enlouquecido e sem inspiração para terminar o projecto final de licenciatura.
Quando está prestes a chegar ao balcão, alguém lhe toca no ombro e diz:
- Onde vais, com essa pressa toda?
- È hoje que vou falar com ela, é hoje que vou expor todos os meus sentimentos, todos os meus sonhos de luxúria que me invadem sempre que a vejo.
- Tas parvo, tu vais falar com ela nesse estado? Ainda por cima parece que levas um Bollycao dentro do bolso das calças.
- Tem de ser hoje, ando a torturar-me todos os dias com o pensamento de que é possível tê-la só para mim, ao ponto de não conseguir sequer acabar o projecto para o edifício do Centro Cultural e Desportivo de Fornos de Algodres.
- Tu é que sabes, mas não vais conseguir nada.
- Garanto-te que vou, até tenho uma frase infalível para o conseguir.
- Uiiiiii, estou a ver daqui. Vai uma apostinha em como não consegues?
- Vai, o que é que apostamos?
- Se conseguires eu pago o vosso primeiro jantar romântico, se não, tens de ir fazer de José Castelo Branco ali no meio da rua, quando sairmos daqui. Ta apostado?
- Ok, vais ver o que te vai custar esse jantar. – Responde Germinal cada vez mais convencido que seria hoje que ele iria ficar com a sua princesa.
Aproxima-se da sua amada e diz:
- Olá, eu sou o Germinal e queria te dizer uma coisa se fôr possível?
- Sim, diz-lá, mas despacha-te que eu tenho muita coisa para fazer – diz-lhe ela, como se estivesse a prever o que iria sair daquela conversa.
Então ele tal como um predador que dá o golpe final na sua vítima, lança a sua frase imbatível.
- Eu sei que isto é uma forma muito má de engatar, mas eu acho-te muito bonita e gosto muito de te ver trabalhar aqui
- Isso só será um engate se o outro lado consentir, não concordas?
- Concordo – responde Germinal, vendo que afinal aquela frase de engate não era assim tão imbatível como ele esperava, então o seu cérebro já de si muito fraquinho em questões sentimentais, tenta elaborar outra frase que consiga dar a volta ao contexto.
- És de cá?
- Sou – responde ela, cada vez mais espantada com o que se estava a passar.
- É que não parece. Eu estudo arquitectura no Porto e estou quase a acabar o curso.
- E… – responde ela, já farta daquela conversa inútil toda.
- É que queria saber se vendes droga – responde ele perante o fracasso de qualquer uma das tentativas efectuadas.
- Não, não vendo, mas porque raio me fizeste perder este tempo todo, se era apenas para me perguntar isso? – Responde ela com uma ar de indignação, enquanto olhava para o trabalho todo em atraso.
- Desculpa, mas acho que vou fazer de Castelo Branco ali no meio da rua.
Não passava de um amor platónico, mas o desejo crescia nele a tal ponto que nem uma foto da Liliana Queirós, trajada como veio ao mundo o fazia desviar o olhar da sua musa.
Os seus amigos lá o iam chamando de José Castelo Branco e outras coisas menos abonatórias para a masculinidade dele, mas Germinal como qualquer jovem inconsequente que se encontra apaixonado, nem sequer ouvia o que estava a ser dito sobre si.
Então de repente bebe o seu Vodka num único gole e levanta-se decidido a pôr cobro á tortura de que era vitima desde que pela primeira vez tinha visto a sua amada numa grande superfície a comprar melancias. Uma tortura que o deixava enlouquecido e sem inspiração para terminar o projecto final de licenciatura.
Quando está prestes a chegar ao balcão, alguém lhe toca no ombro e diz:
- Onde vais, com essa pressa toda?
- È hoje que vou falar com ela, é hoje que vou expor todos os meus sentimentos, todos os meus sonhos de luxúria que me invadem sempre que a vejo.
- Tas parvo, tu vais falar com ela nesse estado? Ainda por cima parece que levas um Bollycao dentro do bolso das calças.
- Tem de ser hoje, ando a torturar-me todos os dias com o pensamento de que é possível tê-la só para mim, ao ponto de não conseguir sequer acabar o projecto para o edifício do Centro Cultural e Desportivo de Fornos de Algodres.
- Tu é que sabes, mas não vais conseguir nada.
- Garanto-te que vou, até tenho uma frase infalível para o conseguir.
- Uiiiiii, estou a ver daqui. Vai uma apostinha em como não consegues?
- Vai, o que é que apostamos?
- Se conseguires eu pago o vosso primeiro jantar romântico, se não, tens de ir fazer de José Castelo Branco ali no meio da rua, quando sairmos daqui. Ta apostado?
- Ok, vais ver o que te vai custar esse jantar. – Responde Germinal cada vez mais convencido que seria hoje que ele iria ficar com a sua princesa.
Aproxima-se da sua amada e diz:
- Olá, eu sou o Germinal e queria te dizer uma coisa se fôr possível?
- Sim, diz-lá, mas despacha-te que eu tenho muita coisa para fazer – diz-lhe ela, como se estivesse a prever o que iria sair daquela conversa.
Então ele tal como um predador que dá o golpe final na sua vítima, lança a sua frase imbatível.
- Eu sei que isto é uma forma muito má de engatar, mas eu acho-te muito bonita e gosto muito de te ver trabalhar aqui
- Isso só será um engate se o outro lado consentir, não concordas?
- Concordo – responde Germinal, vendo que afinal aquela frase de engate não era assim tão imbatível como ele esperava, então o seu cérebro já de si muito fraquinho em questões sentimentais, tenta elaborar outra frase que consiga dar a volta ao contexto.
- És de cá?
- Sou – responde ela, cada vez mais espantada com o que se estava a passar.
- É que não parece. Eu estudo arquitectura no Porto e estou quase a acabar o curso.
- E… – responde ela, já farta daquela conversa inútil toda.
- É que queria saber se vendes droga – responde ele perante o fracasso de qualquer uma das tentativas efectuadas.
- Não, não vendo, mas porque raio me fizeste perder este tempo todo, se era apenas para me perguntar isso? – Responde ela com uma ar de indignação, enquanto olhava para o trabalho todo em atraso.
- Desculpa, mas acho que vou fazer de Castelo Branco ali no meio da rua.
sexta-feira, novembro 04, 2005
Há dias assim
Estava eu um dia destes em casa, deitado no sofá numa profunda meditação sobre o porquê dos croissants com chocolate Belga da Republica Democrática do Congo serem diferentes dos croissants do Bangladesh, quando toca a campainha.
Após umas insistentes tocadelas, lá sai da meditação e vou meio ensonado ver quem estava a tocar.
Espreito e vejo duas velhinhas cheias de revistas nas mãos e com um ar de quem necessitava de ajuda.
Abro a porta e uma delas profere a frase que eu menos queria ouvir naquele momento:
- Boa tarde jovem, já ouviu falar em Jeová?
- Por acaso até já, não me digam que são testemunhas de Jeová?
- Somos – respondeu-me uma delas com um largo sorriso, disparando logo de seguida.
- Por acaso está disposto a encontrar o caminho da salvação?
- Hoje não é Sexta, ou é? - Respondi eu
- Não é Segunda, mas porque faz essa pergunta Jovem?
- Normalmente busco o caminho da salvação á sexta, sempre que vou colocar o Euromilhões.
- Já vi que não é crente e ainda por cima é gozão! – Respondeu-me a outra velhota com ar carrancudo, daqueles que deve pôr sempre que vê a conta de telefone por causa das chamadas do marido para uma qualquer linha erótica.
- Engana-se minha senhora, por acaso até sou crente numa religião, mas com certeza que não é a vossa.
- E porquê, podemos saber? – Agora estavam com ar de quem estava perante algum membro de um culto satânico.
- Poder até podem, mas só se me souberem responder a duas perguntinhas inocentes – respondi eu com ar de quem se estava a preparar para dar a estocada final.
- Pergunte lá, então!
- Então, o que é que andaram a fazer desde que o mundo supostamente acabou no ano 2000? Sim, porque se bem me lembro, passaram a vida a apregoar que o mundo iria acabar mas nicles.
Após umas insistentes tocadelas, lá sai da meditação e vou meio ensonado ver quem estava a tocar.
Espreito e vejo duas velhinhas cheias de revistas nas mãos e com um ar de quem necessitava de ajuda.
Abro a porta e uma delas profere a frase que eu menos queria ouvir naquele momento:
- Boa tarde jovem, já ouviu falar em Jeová?
- Por acaso até já, não me digam que são testemunhas de Jeová?
- Somos – respondeu-me uma delas com um largo sorriso, disparando logo de seguida.
- Por acaso está disposto a encontrar o caminho da salvação?
- Hoje não é Sexta, ou é? - Respondi eu
- Não é Segunda, mas porque faz essa pergunta Jovem?
- Normalmente busco o caminho da salvação á sexta, sempre que vou colocar o Euromilhões.
- Já vi que não é crente e ainda por cima é gozão! – Respondeu-me a outra velhota com ar carrancudo, daqueles que deve pôr sempre que vê a conta de telefone por causa das chamadas do marido para uma qualquer linha erótica.
- Engana-se minha senhora, por acaso até sou crente numa religião, mas com certeza que não é a vossa.
- E porquê, podemos saber? – Agora estavam com ar de quem estava perante algum membro de um culto satânico.
- Poder até podem, mas só se me souberem responder a duas perguntinhas inocentes – respondi eu com ar de quem se estava a preparar para dar a estocada final.
- Pergunte lá, então!
- Então, o que é que andaram a fazer desde que o mundo supostamente acabou no ano 2000? Sim, porque se bem me lembro, passaram a vida a apregoar que o mundo iria acabar mas nicles.
Depois porque raio é que preferem que alguém morra a fazer uma transfusão de sangue? Hummmmmm?
- Já vimos que não temos nada a fazer aqui – responderam as duas em coro, e voltaram-me costas não vendo assim o meu sorriso triunfante de quem poderia voltar a meditar sem ser outra vez incomodado por aquelas criaturas.
Estava a acabar de me deitar outra vez para iniciar a meditação, quando toca novamente a campainha.
Pensei logo que eram as velhotas que vinham me impingir a revista com que andam sempre debaixo do braço, pensando que até era bom, assim escusava de ir ao supermercado comprar papel higiénico.
Espreitei novamente e para meu espanto, não eram as ditas velhotas mas sim dois gajos louros e altos com umas placas presas nos casacos.
Mal abri a porta fui logo questionado por um deles num misto de portanhês:
- Boa tarde jovem amigo eu chamar-me Hélder e este meu amigo também, o seu mãe estar.
Pensei logo “Porra, tou bonito tou, não querem ver que há para aí algum congresso de religiões porta-a-porta e resolveram todos vir cá a casa”, então pensei numa resposta que os despachasse logo e disse:
- Não, foi ao cinema com o amante e só deve voltar lá mais para a noitinha.
O Helder 1, não conseguiu disfarçar o ar de espanto enquanto o outro me coloca uma nova questão:
- Então e o senhor estar interessado em ouvir o que nós ter para dizer?
- Não me dá jeito nenhum È que sabem, a minha tia como sabe que a minha mãe ás Segundas vai com o amante ao cinema, vem cá a casa para podermos ter relações á vontade sem ser dentro de um carro ou num descampado qualquer. E ela está em fogo á minha espera – respondi eu tentando disfarçar a vontade de rir com que já estava a esta altura, ao ver as caras do senhores a mudar de cor conforma eu ia falando.
- Então voltaremos noutro altura, boa tarde.
- Boa tarde – já estava quase a explodir de tanta vontade de rir.
Mais uma vez regresso ao meu sofá e no exacto momento em que estou quase a chegar ao ponto de meditação, eis que toca novamente a campainha.
Levanto-me possesso, com ar de quem iria chamar nomes ou mandar um tiro a quem estivesse do outro lado da porta e dirijo-me para a dita.
Abro sem ver quem era e digo com o ar mais danado que tenho:
- PORRA, ESTOU FARTO DESSAS RELIGIÕES DA TRETA E QUE NÃO ME DEIXEM DESCANSAR EM PAZ, DAAAASSSSEEEEE.
Quando acabo de dizer isto, é que reparo num senhor com um aparelho na mão a olhar para mim, tal como olha uma criancinha travessa que acabou de partir um jarro com a bola, mesmo depois de ser avisado milhentas vezes pela mãe para não jogar dentro de casa, que me diz meio baixinho:
- Mas eu só venho contar a luz.
- Já vimos que não temos nada a fazer aqui – responderam as duas em coro, e voltaram-me costas não vendo assim o meu sorriso triunfante de quem poderia voltar a meditar sem ser outra vez incomodado por aquelas criaturas.
Estava a acabar de me deitar outra vez para iniciar a meditação, quando toca novamente a campainha.
Pensei logo que eram as velhotas que vinham me impingir a revista com que andam sempre debaixo do braço, pensando que até era bom, assim escusava de ir ao supermercado comprar papel higiénico.
Espreitei novamente e para meu espanto, não eram as ditas velhotas mas sim dois gajos louros e altos com umas placas presas nos casacos.
Mal abri a porta fui logo questionado por um deles num misto de portanhês:
- Boa tarde jovem amigo eu chamar-me Hélder e este meu amigo também, o seu mãe estar.
Pensei logo “Porra, tou bonito tou, não querem ver que há para aí algum congresso de religiões porta-a-porta e resolveram todos vir cá a casa”, então pensei numa resposta que os despachasse logo e disse:
- Não, foi ao cinema com o amante e só deve voltar lá mais para a noitinha.
O Helder 1, não conseguiu disfarçar o ar de espanto enquanto o outro me coloca uma nova questão:
- Então e o senhor estar interessado em ouvir o que nós ter para dizer?
- Não me dá jeito nenhum È que sabem, a minha tia como sabe que a minha mãe ás Segundas vai com o amante ao cinema, vem cá a casa para podermos ter relações á vontade sem ser dentro de um carro ou num descampado qualquer. E ela está em fogo á minha espera – respondi eu tentando disfarçar a vontade de rir com que já estava a esta altura, ao ver as caras do senhores a mudar de cor conforma eu ia falando.
- Então voltaremos noutro altura, boa tarde.
- Boa tarde – já estava quase a explodir de tanta vontade de rir.
Mais uma vez regresso ao meu sofá e no exacto momento em que estou quase a chegar ao ponto de meditação, eis que toca novamente a campainha.
Levanto-me possesso, com ar de quem iria chamar nomes ou mandar um tiro a quem estivesse do outro lado da porta e dirijo-me para a dita.
Abro sem ver quem era e digo com o ar mais danado que tenho:
- PORRA, ESTOU FARTO DESSAS RELIGIÕES DA TRETA E QUE NÃO ME DEIXEM DESCANSAR EM PAZ, DAAAASSSSEEEEE.
Quando acabo de dizer isto, é que reparo num senhor com um aparelho na mão a olhar para mim, tal como olha uma criancinha travessa que acabou de partir um jarro com a bola, mesmo depois de ser avisado milhentas vezes pela mãe para não jogar dentro de casa, que me diz meio baixinho:
- Mas eu só venho contar a luz.
Gripe das galinhas II - P.S.
Também conheço uma pessoa que terminou uma relação amorosa para evitar qualquer tipo de contágio
Gripe das galinhas II
O pânico de uma pandemia (pandomia também me parece bem, e publicar a novela tá quieto não é??) da gripe das aves em Portugal é tanta, que as pessoas em vez de atirar milho ou côdeas de pão aos pombos da Praça da figueira, atiram pacotes de lenços de papel e Aspergics.
Economia de Mercado
Como todos devem saber, o número de nascimentos em Portugal tem vindo a diminuir de ano para ano.
Toda esta situação reflecte-se nas famílias que vão sendo cada vez menos numerosas e como tal em épocas festivas como o Natal receberemos cada vez menos pares de meias pirosas, cachuchos de plástico, perfumes género mata-ratos ou mesmo cuecas. Que são carinhosamente dados pelas tias, avós ou primas nossas.
Assim e como todos podem supor, o número de pessoas que vão aos estabelecimentos ou feiras para comprar este tipo de artigos vai diminuindo todos anos, originando uma quebra nas vendas deste tipo de artigos.
Naturalmente com a diminuição dos lucros muitas, destas empresas na sua grande maioria "familiares" são obrigadas a fechar, aumentando as estatísticas de desemprego no nosso país.
Ora segundo uma filosofia de economia de mercado, quanto menor é a procura menor se torna o preço e com essa desvalorização a quantidade de artigos fabricados torna-se menor, pois o valor é igualmente menor.
Perante este facto apresentam-se dois caminhos aos gestores ou donos destas empresas produtoras:
1 – As fábricas conseguem algum background financeiro sob a forma de empréstimos obrigacionistas, de aumento de capital por parte dos sócios ou sob a forma de injecção de capital contraindo um empréstimo junto á banca., de forma a poderem fazer uma pequena reengenharia interna preparando-a para a produção de novos artigos e tentando ao máximo rentabilizar os activos existentes.
2 – Uma quebra significativa das vendas em conjunto com a má gestão de anos anteriores obriga ao encerramento da unidade fabril, lançando os trabalhadores para o desemprego.
Então podemos concluir que o principal motivo de a nossa economia se encontrar no estado em que está.
Toda esta situação reflecte-se nas famílias que vão sendo cada vez menos numerosas e como tal em épocas festivas como o Natal receberemos cada vez menos pares de meias pirosas, cachuchos de plástico, perfumes género mata-ratos ou mesmo cuecas. Que são carinhosamente dados pelas tias, avós ou primas nossas.
Assim e como todos podem supor, o número de pessoas que vão aos estabelecimentos ou feiras para comprar este tipo de artigos vai diminuindo todos anos, originando uma quebra nas vendas deste tipo de artigos.
Naturalmente com a diminuição dos lucros muitas, destas empresas na sua grande maioria "familiares" são obrigadas a fechar, aumentando as estatísticas de desemprego no nosso país.
Ora segundo uma filosofia de economia de mercado, quanto menor é a procura menor se torna o preço e com essa desvalorização a quantidade de artigos fabricados torna-se menor, pois o valor é igualmente menor.
Perante este facto apresentam-se dois caminhos aos gestores ou donos destas empresas produtoras:
1 – As fábricas conseguem algum background financeiro sob a forma de empréstimos obrigacionistas, de aumento de capital por parte dos sócios ou sob a forma de injecção de capital contraindo um empréstimo junto á banca., de forma a poderem fazer uma pequena reengenharia interna preparando-a para a produção de novos artigos e tentando ao máximo rentabilizar os activos existentes.
2 – Uma quebra significativa das vendas em conjunto com a má gestão de anos anteriores obriga ao encerramento da unidade fabril, lançando os trabalhadores para o desemprego.
Então podemos concluir que o principal motivo de a nossa economia se encontrar no estado em que está.
Deve-se a passarmos mais tempo a protestar do que a procriar.
Influenza
Jornalista Espanhol credenciado na Casa Branca em Washington, preso por elementos do FBI.
O Jornalista Juan Pablito Della Farfa foi detido pelo FBI por ordem directa do presidente George W. Bush, logo após um directo para a televisão espanhola TVE em que afirmou que o presidente Norte-americano era uma pessoa com muita influência no panorama político mundial.
Pelo que conseguimos apurar junto do FBI, o motivo que levou o presidente Norte-americano a ordenar a detenção do jornalista prende-se com o facto de ele ser um elemento subversivo ao serviço do eixo do mal.
E que o provou, no momento em que disse ao mundo que George W. Bush teria o vírus da Influenza.
O Jornalista Juan Pablito Della Farfa foi detido pelo FBI por ordem directa do presidente George W. Bush, logo após um directo para a televisão espanhola TVE em que afirmou que o presidente Norte-americano era uma pessoa com muita influência no panorama político mundial.
Pelo que conseguimos apurar junto do FBI, o motivo que levou o presidente Norte-americano a ordenar a detenção do jornalista prende-se com o facto de ele ser um elemento subversivo ao serviço do eixo do mal.
E que o provou, no momento em que disse ao mundo que George W. Bush teria o vírus da Influenza.
Red Light District
Há duas coisas em Amesterdão que dão a volta á cabeça de qualquer ribatejano que se preze, a fábrica da Heineken e a Red Light District.
Bem se forem com as namoradas ou mulheres, aconselho-vos a apenas dizer que o mais bonito de Amesterdão é o mercado flutuante de flores situado no canal Singel.
Acredito que a cidade tenha monumentos e edifícios sumptuosos, mas o que realmente me chamou a atenção foram apenas estas duas coisinhas que referi em cima, excluindo como é óbvio as varolas das mulheres Holandesas.
A fábrica da Heineken é dividida em três partes, a visita á fábrica em si que a não ser que pertençam à Unicer ou à Cintra e queiram aprender a fazer cerveja que se beba, não tem grande interesse.
A segunda e provavelmente a melhor parte da visita (suou-me a anúncio da Carlsberg), é composta por uma vasta experimentação do liquido dourado produzido naquelas instalações, um néctar aveludado que nos cria arrepios na espinha e que considero melhor que muines Sagres, apenas porque é de BORLA.
(Meus amigos da Central de Cervejas vejam lá se nos convidam para uma visita ás Vossas instalações num fim-de-semana prolongado qualquer).
Melhor que a visita normal, só mesmo se tiverem a sorte de comemorar o vosso aniversário em Amesterdão e que por acaso se lembrem de visitar a fábrica. (Isso é que é festa, Curveja, droga e putas, a mim só me convidam para jantares em tascos, da-sse que cambada de amigos tesos que tenho), têm direito a fazer uma competição com outros aniversariantes para ver quem bebe uma caneca de 0,5l mais rápido.
O vencedor tem direito a levar a caneca e a várias repetições de prova, só para ver se a cerveja está boa.
A última parte é composta por uma singela visita ás casas de banho, isto para os mais fracos de espírito e pouco habituados a estas andanças da bubida.
Se depois da visita á fábrica da Heineken ainda estiverem com presença de espírito aconselho-vos a dirigirem-se o mais depressa que possível para De Wallen mais conhecida entre nós como Red Light.
Aqui sim, aqui existem lojas que qualquer homem gosta de visitar, lojas em que as vitrinas estão repletas de exemplares femininos a mostrar roupa interior, também conhecida por lingerie ou então sem nada vestido mesmo.
Sim porque na baixa as únicas coisas que vêm nas vitrinas são os manequins, pechisbeque ou bolos de aniversário, bem se tiverem alguma tara dessas esquisitas que envolva bolos de aniversário e manequins das lojas, então fiquem-se pela baixa que é bem mais barata.
È fascinante ver a quantidade de pessoas que circulam pelas ruas empedradas da Red Light, aos tropeções nos cavalos da policia Holandesa e em algum transeunte sem guita que se esteja a satisfazer numa esquina qualquer enquanto observa os movimentos corporais das damas da vitrina.
Confesso que todo aquele ambiente era muito mais fascinante, se eu vivesse na ignorância e não soubesse que muitas das senhoras das vitrinas, foram raptadas e violadas antes de serem colocadas ali com escravas sexuais ao serviço de um qualquer ser desprezível que circule por aquelas ruas e que apenas lhes dá atenção quando chega a altura de recolher os euros.
È nesta zona também que podemos encontrar as já famosas coffee shops, cujos cardápios em vez de ter o habitual chá de limão ou croiassants com chocolate belga tem todos e mais alguns derivados de cannabis para a rapaziada experimentar, chá de cannabis, bolo de erva, e alguns acepipes do género que fazem as delicias de qualquer militante do Bloco.
Aliás creio que o próximo congresso dos bloquinhos vai ser realizado em Amesterdão, numa coffee shop qualquer.
Em jeito de resumo Amesterdão tem um roteiro que eu aconselho vivamente a todos aqueles que queiram esquecer as agruras de se ser Português:
Manhã
- Visita à fábrica da Heineken
- Almoço
Tarde
- Coffe Shop para desmoer a refeição
- Visita á fábrica da Heineken
- Lanche
- Visita á fábrica da Heineken
Noite
- Jantar
- Coffe Shop
- Passeio pela Red Light (porque não existem visitas á fábrica á noite)
- Coffe Shop
- Deitar
No dia seguinte repetir o programa.
Bem se forem com as namoradas ou mulheres, aconselho-vos a apenas dizer que o mais bonito de Amesterdão é o mercado flutuante de flores situado no canal Singel.
Acredito que a cidade tenha monumentos e edifícios sumptuosos, mas o que realmente me chamou a atenção foram apenas estas duas coisinhas que referi em cima, excluindo como é óbvio as varolas das mulheres Holandesas.
A fábrica da Heineken é dividida em três partes, a visita á fábrica em si que a não ser que pertençam à Unicer ou à Cintra e queiram aprender a fazer cerveja que se beba, não tem grande interesse.
A segunda e provavelmente a melhor parte da visita (suou-me a anúncio da Carlsberg), é composta por uma vasta experimentação do liquido dourado produzido naquelas instalações, um néctar aveludado que nos cria arrepios na espinha e que considero melhor que muines Sagres, apenas porque é de BORLA.
(Meus amigos da Central de Cervejas vejam lá se nos convidam para uma visita ás Vossas instalações num fim-de-semana prolongado qualquer).
Melhor que a visita normal, só mesmo se tiverem a sorte de comemorar o vosso aniversário em Amesterdão e que por acaso se lembrem de visitar a fábrica. (Isso é que é festa, Curveja, droga e putas, a mim só me convidam para jantares em tascos, da-sse que cambada de amigos tesos que tenho), têm direito a fazer uma competição com outros aniversariantes para ver quem bebe uma caneca de 0,5l mais rápido.
O vencedor tem direito a levar a caneca e a várias repetições de prova, só para ver se a cerveja está boa.
A última parte é composta por uma singela visita ás casas de banho, isto para os mais fracos de espírito e pouco habituados a estas andanças da bubida.
Se depois da visita á fábrica da Heineken ainda estiverem com presença de espírito aconselho-vos a dirigirem-se o mais depressa que possível para De Wallen mais conhecida entre nós como Red Light.
Aqui sim, aqui existem lojas que qualquer homem gosta de visitar, lojas em que as vitrinas estão repletas de exemplares femininos a mostrar roupa interior, também conhecida por lingerie ou então sem nada vestido mesmo.
Sim porque na baixa as únicas coisas que vêm nas vitrinas são os manequins, pechisbeque ou bolos de aniversário, bem se tiverem alguma tara dessas esquisitas que envolva bolos de aniversário e manequins das lojas, então fiquem-se pela baixa que é bem mais barata.
È fascinante ver a quantidade de pessoas que circulam pelas ruas empedradas da Red Light, aos tropeções nos cavalos da policia Holandesa e em algum transeunte sem guita que se esteja a satisfazer numa esquina qualquer enquanto observa os movimentos corporais das damas da vitrina.
Confesso que todo aquele ambiente era muito mais fascinante, se eu vivesse na ignorância e não soubesse que muitas das senhoras das vitrinas, foram raptadas e violadas antes de serem colocadas ali com escravas sexuais ao serviço de um qualquer ser desprezível que circule por aquelas ruas e que apenas lhes dá atenção quando chega a altura de recolher os euros.
È nesta zona também que podemos encontrar as já famosas coffee shops, cujos cardápios em vez de ter o habitual chá de limão ou croiassants com chocolate belga tem todos e mais alguns derivados de cannabis para a rapaziada experimentar, chá de cannabis, bolo de erva, e alguns acepipes do género que fazem as delicias de qualquer militante do Bloco.
Aliás creio que o próximo congresso dos bloquinhos vai ser realizado em Amesterdão, numa coffee shop qualquer.
Em jeito de resumo Amesterdão tem um roteiro que eu aconselho vivamente a todos aqueles que queiram esquecer as agruras de se ser Português:
Manhã
- Visita à fábrica da Heineken
- Almoço
Tarde
- Coffe Shop para desmoer a refeição
- Visita á fábrica da Heineken
- Lanche
- Visita á fábrica da Heineken
Noite
- Jantar
- Coffe Shop
- Passeio pela Red Light (porque não existem visitas á fábrica á noite)
- Coffe Shop
- Deitar
No dia seguinte repetir o programa.
quarta-feira, novembro 02, 2005
Frase da Semana
Se o casamento fosse bom, não precisaria de testemunhas.
Ultima Hora....
Documentos mantidos em sigilo pela Polícia Judiciária revelam que a Al Qaeda, organização terrorista de Osama Bin Laden, ordenou a execução de um atentado em Portugal. O alvo da acção seria a estátua do Cristo-Rei, localizada em Almada.
De acordo com informações obtidas hoje em Lisboa, a ordem de Bin Laden decorreu do ódio que o saudita nutre por símbolos monumentais católicos, que segundo ele representam "um símbolo da globalização dos infiéis". Demolidor de ídolos e iconoclasta como os talibãs que explodiram estátuas de Buda no Afeganistão, ele destacou dois mujahedins para o sequestro e uso de um avião que seria lançado contra a estátua "símbolo dos infiéis cristãos".
Hora a hora, a frustração:
Os registos da Polícia Judiciária dão conta de que os dois terroristas chegaram ao Aeroporto Internacional da Portela em 22 de setembro, domingo, às 21h47m, no vôo da Air France procedente do Canadá, com escala em Londres. A missão começou a sofrer embaraços já no desembarque, quando a bagagem dos muçulmanos foi extraviada. Após quase seis horas de peregrinação por diversos guichês e dificuldade de comunicação em virtude do Inglês fortemente marcado por sotaque árabe, os dois saem do aeroporto, aconselhados por funcionários da TAP a voltar no dia seguinte, com intérprete.
A Polícia Judiciária investiga a possibilidade de eles terem apanhado um táxi pirata na saída do aeroporto, pois o motorista percebeu que eram estrangeiros e rodou uma hora e meia dando voltas com eles pela cidade, até abandoná-los em lugar ermo do Casal Ventoso. Aí, acabaram por ser assaltados e espancados por um grupo de toxicodependentes desesperados. Eles conseguiram ficar com alguns dólares que tinham escondido em cintos próprios para transportar dinheiro e apanharam boleia num camião que fazia distribuição de garrafas de gás.
Na segunda-feira, às 7h33m, graças ao treino de guerrilha que receberam nas cavernas do Afeganistão e nos campos minados da Somália, os dois terroristas conseguem chegar a um hotel do Estoril. Alugaram um carro na Hertz e voltaram ao aeroporto, determinados a sequestrar um avião e atirá-lo bem no meio dos braços abertos do Cristo-Rei. Enfrentam um congestionamento monstruoso na 2ª circular e ficam mais de 3 horas bloqueados no Campo Grande por causa de uma manifestação de estudantes e professores em greve, e na Av. do Brasil são-lhes roubados os relógios por um gang da Zona J.
Às 12h30m, resolvem ir para o Centro da cidade e procuram uma casa de câmbio para trocar o pouco que sobrou de dólares. Recebem notas de 100 Euros falsas. Por fim, às 15h45m chegam ao aeroporto da Portela para sequestrar um avião. Os pilotos da TAP estão em greve por mais salário e menos horas de trabalho. Os controladores de vôo também pararam (querem equiparação aos pilotos). O único avião na pista é da AIR PORTUGÁLIA, mas está sem combustível. Tripulações e passageiros estão acantonados na sala de espera e nos corredores do aeroporto, gritando slogans contra o governo. O Batalhão da POLÍCIA DE CHOQUE chega batendo em todos, inclusivé nos terroristas. Os árabes são conduzidos à Esquadra da PSP do aeroporto, acusados de tráfico de drogas, em face de flagrante forjado pelos próprios policias, que "plantaram" papelotes de cocaína nos bolsos dos dois. Às 18 horas, aproveitando uma manifestação dos guardas prisionais clamando subsídio de risco, eles conseguem fugir da prisão no meio da confusão e do tiroteio das brigadas anti-motim da PSP que entretanto tinha sido destacada para o local pelo Ministro da Administração Interna.
Às 19h05m, os muçulmanos, ainda ensanguentados, dirigem-se ao balcão da TAP para comprar as passagens. Mas o funcionário que lhes vende os bilhetes omite a informação de que os vôos da companhia estão suspensos por tempo indeterminado. Eles, então, discutem entre si: começam a ficar em dúvida se destruir Lisboa, no fim de contas, é um acto terrorista ou uma obra de caridade.
Às 23h30m, sujos, doloridos e mortos de fome, decidem comer alguma coisa no restaurante do aeroporto. Pedem sandes de queijo com limonadas. Só na terça-feira, às 4h35m, conseguem recuperar-se da intoxicação alimentar de proporções equinas, decorrente da ingestão do queijo estragado usado nas sandes. Eles foram levados para o Hospital de Santa Maria, depois de terem esperado três horas para que a ambulância do INEM chegasse e percorresse diversos hospitais da rede pública até encontrar uma vaga. No HSM, foram atendidos por uma enfermeira feia e mal-humorada. Eles tiveram de esperar dois dias para serem examinados, por causa da cólera causada pela limonada feita com água contaminada por coliforme fecal. Debilitados, só terão alta hospitalar no domingo.
Domingo, 18h20h: os homens de Bin Laden saem do hospital e chegam perto do estádio da Luz. O Benfica acabara de ganhar ao Sporting. A claque da JUVELEO confunde os terroristas com integrantes da NO NAME BOYSe dá-lhes uma surra sem precedentes. O chefe da claque é um tal de "BIBI", que abusa sexualmente deles.
Às 19h45m, finalmente, são deixados em paz, com dores terríveis pelo corpo, em especial na área proctológica. Ao verem uma roullote de venda de bebida nas proximidades, decidem embriagar-se uma vez na vida e comer umas sandes de couratos (mesmo que seja pecado!). Tomam um bagaço adulterado com metanol e precisam voltar ao Santa Maria. Os médicos também diagnosticam gonorreia (BIBI não perdoa!).
Segunda-feira, 23h42m: os dois terroristas fogem de Lisboa escondidos na traseira de um camião de electrodomésticos, assaltado horas depois na Serra da Musgueira. Desnorteados, famintos, sem poder andar ou sentar-se, eles são levados por uma carrinha de Apoio aos Sem Abrigo, organização ligada aos direitos humanos para a área metropolitana de Lisboa. Viajam deitados de lado. Na capital novamente, deambulam o dia todo à cata de comida e por volta das 20 horas acabam adormecendo debaixo da marquise de uma loja na Rua do Coliseu, no centro. A Polícia Judiciária não revelou o hospital onde os dois foram desta vez internados em estado grave, depois de espancados quase até a morte por um grupo de SKINHEADS.
Sabe-se que a Polícia Judiciária deixou de se preocupar e vigiar estes membros da Al Qaeda por considerar que as suas intenções foram desvanecidas e já não constituem qualquer tipo de perigo à integridade nacional, e até os está a ajudar, tentando encontrar uma organização humanitária que lhes possa dar apoio para o regresso ao Afeganistão, isto tudo a pedido dos mesmos.
De acordo com informações obtidas hoje em Lisboa, a ordem de Bin Laden decorreu do ódio que o saudita nutre por símbolos monumentais católicos, que segundo ele representam "um símbolo da globalização dos infiéis". Demolidor de ídolos e iconoclasta como os talibãs que explodiram estátuas de Buda no Afeganistão, ele destacou dois mujahedins para o sequestro e uso de um avião que seria lançado contra a estátua "símbolo dos infiéis cristãos".
Hora a hora, a frustração:
Os registos da Polícia Judiciária dão conta de que os dois terroristas chegaram ao Aeroporto Internacional da Portela em 22 de setembro, domingo, às 21h47m, no vôo da Air France procedente do Canadá, com escala em Londres. A missão começou a sofrer embaraços já no desembarque, quando a bagagem dos muçulmanos foi extraviada. Após quase seis horas de peregrinação por diversos guichês e dificuldade de comunicação em virtude do Inglês fortemente marcado por sotaque árabe, os dois saem do aeroporto, aconselhados por funcionários da TAP a voltar no dia seguinte, com intérprete.
A Polícia Judiciária investiga a possibilidade de eles terem apanhado um táxi pirata na saída do aeroporto, pois o motorista percebeu que eram estrangeiros e rodou uma hora e meia dando voltas com eles pela cidade, até abandoná-los em lugar ermo do Casal Ventoso. Aí, acabaram por ser assaltados e espancados por um grupo de toxicodependentes desesperados. Eles conseguiram ficar com alguns dólares que tinham escondido em cintos próprios para transportar dinheiro e apanharam boleia num camião que fazia distribuição de garrafas de gás.
Na segunda-feira, às 7h33m, graças ao treino de guerrilha que receberam nas cavernas do Afeganistão e nos campos minados da Somália, os dois terroristas conseguem chegar a um hotel do Estoril. Alugaram um carro na Hertz e voltaram ao aeroporto, determinados a sequestrar um avião e atirá-lo bem no meio dos braços abertos do Cristo-Rei. Enfrentam um congestionamento monstruoso na 2ª circular e ficam mais de 3 horas bloqueados no Campo Grande por causa de uma manifestação de estudantes e professores em greve, e na Av. do Brasil são-lhes roubados os relógios por um gang da Zona J.
Às 12h30m, resolvem ir para o Centro da cidade e procuram uma casa de câmbio para trocar o pouco que sobrou de dólares. Recebem notas de 100 Euros falsas. Por fim, às 15h45m chegam ao aeroporto da Portela para sequestrar um avião. Os pilotos da TAP estão em greve por mais salário e menos horas de trabalho. Os controladores de vôo também pararam (querem equiparação aos pilotos). O único avião na pista é da AIR PORTUGÁLIA, mas está sem combustível. Tripulações e passageiros estão acantonados na sala de espera e nos corredores do aeroporto, gritando slogans contra o governo. O Batalhão da POLÍCIA DE CHOQUE chega batendo em todos, inclusivé nos terroristas. Os árabes são conduzidos à Esquadra da PSP do aeroporto, acusados de tráfico de drogas, em face de flagrante forjado pelos próprios policias, que "plantaram" papelotes de cocaína nos bolsos dos dois. Às 18 horas, aproveitando uma manifestação dos guardas prisionais clamando subsídio de risco, eles conseguem fugir da prisão no meio da confusão e do tiroteio das brigadas anti-motim da PSP que entretanto tinha sido destacada para o local pelo Ministro da Administração Interna.
Às 19h05m, os muçulmanos, ainda ensanguentados, dirigem-se ao balcão da TAP para comprar as passagens. Mas o funcionário que lhes vende os bilhetes omite a informação de que os vôos da companhia estão suspensos por tempo indeterminado. Eles, então, discutem entre si: começam a ficar em dúvida se destruir Lisboa, no fim de contas, é um acto terrorista ou uma obra de caridade.
Às 23h30m, sujos, doloridos e mortos de fome, decidem comer alguma coisa no restaurante do aeroporto. Pedem sandes de queijo com limonadas. Só na terça-feira, às 4h35m, conseguem recuperar-se da intoxicação alimentar de proporções equinas, decorrente da ingestão do queijo estragado usado nas sandes. Eles foram levados para o Hospital de Santa Maria, depois de terem esperado três horas para que a ambulância do INEM chegasse e percorresse diversos hospitais da rede pública até encontrar uma vaga. No HSM, foram atendidos por uma enfermeira feia e mal-humorada. Eles tiveram de esperar dois dias para serem examinados, por causa da cólera causada pela limonada feita com água contaminada por coliforme fecal. Debilitados, só terão alta hospitalar no domingo.
Domingo, 18h20h: os homens de Bin Laden saem do hospital e chegam perto do estádio da Luz. O Benfica acabara de ganhar ao Sporting. A claque da JUVELEO confunde os terroristas com integrantes da NO NAME BOYSe dá-lhes uma surra sem precedentes. O chefe da claque é um tal de "BIBI", que abusa sexualmente deles.
Às 19h45m, finalmente, são deixados em paz, com dores terríveis pelo corpo, em especial na área proctológica. Ao verem uma roullote de venda de bebida nas proximidades, decidem embriagar-se uma vez na vida e comer umas sandes de couratos (mesmo que seja pecado!). Tomam um bagaço adulterado com metanol e precisam voltar ao Santa Maria. Os médicos também diagnosticam gonorreia (BIBI não perdoa!).
Segunda-feira, 23h42m: os dois terroristas fogem de Lisboa escondidos na traseira de um camião de electrodomésticos, assaltado horas depois na Serra da Musgueira. Desnorteados, famintos, sem poder andar ou sentar-se, eles são levados por uma carrinha de Apoio aos Sem Abrigo, organização ligada aos direitos humanos para a área metropolitana de Lisboa. Viajam deitados de lado. Na capital novamente, deambulam o dia todo à cata de comida e por volta das 20 horas acabam adormecendo debaixo da marquise de uma loja na Rua do Coliseu, no centro. A Polícia Judiciária não revelou o hospital onde os dois foram desta vez internados em estado grave, depois de espancados quase até a morte por um grupo de SKINHEADS.
Sabe-se que a Polícia Judiciária deixou de se preocupar e vigiar estes membros da Al Qaeda por considerar que as suas intenções foram desvanecidas e já não constituem qualquer tipo de perigo à integridade nacional, e até os está a ajudar, tentando encontrar uma organização humanitária que lhes possa dar apoio para o regresso ao Afeganistão, isto tudo a pedido dos mesmos.
sexta-feira, outubro 28, 2005
Ser funcionário público
Existem quatro funcionários públicos chamados Toda–a-Gente, Alguém, Qualquer–Um e Ninguém.
Havia um trabalho importante para fazer e Toda-a-Gente tinha a certeza que Alguém o faria, Qualquer-Um podia fazê-lo, mas Ninguém o fez.
Então, Alguém zangou-se porque era um trabalho para Toda-a-Gente.
Toda-a-Gente por sua vez pensou que Qualquer-Um podia tê-lo feito, mas Ninguém constatou que Toda-a-Gente não o faria.
No fim, Toda-a-Gente culpou Alguém, quando Ninguém fez o que Qualquer-Um poderia ter feito.
Toda-a-Gente por sua vez pensou que Qualquer-Um podia tê-lo feito, mas Ninguém constatou que Toda-a-Gente não o faria.
No fim, Toda-a-Gente culpou Alguém, quando Ninguém fez o que Qualquer-Um poderia ter feito.
E foi assim que apareceu o Deixa-Andar, o quinto funcionário contratado para evitartodos estes problemas.
quinta-feira, outubro 27, 2005
Cascões, Camafeus e Maus - Episódio os cocos da morte
Apokalipse e Boi desdentado foram os últimos a chegar ao pé do Mayor Red Label que estava a iniciar o relato daquilo que lhe tinha acontecido.
- Quando acordei dei por mim dentro de um caixote de madeira e perguntei a mim mesmo o que estaria a fazer dentro de um sítio tão escuro. Só depois me apercebi que estava dentro de um daqueles caixões decorados com uma estrela e uma bola por cima, característicos do cangalheiro Apokalipse.
Enchi os meus pulmões de ar e com a barriga consegui partir o tampo, caindo em cima de mim umas 64 toneladas de terra.
Foi graças á minha força Hercúlea que consegui remover a terra toda e vislumbrar a luz do sol.
- Então e o que fizeste a seguir a isso? – perguntou Doc. Krepal enquanto acendia mais um cigarrito para acompanhar a 18ª muine que estava a beber.
- A seguir sacudi o pó de cima de mim, afinal nem todos podemos ter um ar de Cascão – respondeu Red Label
- O que é que é isso – exclamou o xerife Cascão Macmuine, com um ar de profunda indignação.
E todos os que estavam a ouvir o relato explodiram num riso incontrolado depois de ouvir o comentário do xerife.
Red Label sorriu e disse:
- Estava apenas a dizer que nem todos podemos ter esse ar nobre no meio de tanto pó, como só tu consegues. Mas adiante, quando acabei de me sacudir olhei para todos os lados e não vi ninguém nem sequer Spotville, facto que me deixou intrigado.
Pus pés ao caminho e ao fim de umas boas horas encontrei um cavalo amarrado a um cacto e sem ninguém ao pé.
Esperei que aparecesse alguém e como tal não aconteceu, resolvi montar o cavalo e pôr-me a caminho.
E, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, até ter de parar para beber um pouco de água, aí olhei para trás e reparei que estava um chinês com um ar sério atrás de mim com dois Cocos na mão.
Quando me pus outra vez a clop, clop, clop, clop, clop, clop, olhei para trás e vi que o barulho era originado por esse mesmo chinês a bater com os cocos um no outro.
Parei o cavalo e dirigi-me ao chinês para perguntar quem era e porque estava a fazer aquele barulho atrás de mim.
E foi aí que ele me disse a coisa mais estranha que ouvi até hoje.
- Quando acordei dei por mim dentro de um caixote de madeira e perguntei a mim mesmo o que estaria a fazer dentro de um sítio tão escuro. Só depois me apercebi que estava dentro de um daqueles caixões decorados com uma estrela e uma bola por cima, característicos do cangalheiro Apokalipse.
Enchi os meus pulmões de ar e com a barriga consegui partir o tampo, caindo em cima de mim umas 64 toneladas de terra.
Foi graças á minha força Hercúlea que consegui remover a terra toda e vislumbrar a luz do sol.
- Então e o que fizeste a seguir a isso? – perguntou Doc. Krepal enquanto acendia mais um cigarrito para acompanhar a 18ª muine que estava a beber.
- A seguir sacudi o pó de cima de mim, afinal nem todos podemos ter um ar de Cascão – respondeu Red Label
- O que é que é isso – exclamou o xerife Cascão Macmuine, com um ar de profunda indignação.
E todos os que estavam a ouvir o relato explodiram num riso incontrolado depois de ouvir o comentário do xerife.
Red Label sorriu e disse:
- Estava apenas a dizer que nem todos podemos ter esse ar nobre no meio de tanto pó, como só tu consegues. Mas adiante, quando acabei de me sacudir olhei para todos os lados e não vi ninguém nem sequer Spotville, facto que me deixou intrigado.
Pus pés ao caminho e ao fim de umas boas horas encontrei um cavalo amarrado a um cacto e sem ninguém ao pé.
Esperei que aparecesse alguém e como tal não aconteceu, resolvi montar o cavalo e pôr-me a caminho.
E, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, até ter de parar para beber um pouco de água, aí olhei para trás e reparei que estava um chinês com um ar sério atrás de mim com dois Cocos na mão.
Quando me pus outra vez a clop, clop, clop, clop, clop, clop, olhei para trás e vi que o barulho era originado por esse mesmo chinês a bater com os cocos um no outro.
Parei o cavalo e dirigi-me ao chinês para perguntar quem era e porque estava a fazer aquele barulho atrás de mim.
E foi aí que ele me disse a coisa mais estranha que ouvi até hoje.
terça-feira, outubro 18, 2005
Miaaaaauuuuuuuuuu
Este é o pequeno relato da vez em que um certo rapaz da Falagueira se quis livrar de um gato que tinha em casa.
O meu amigo estava farto de ouvir o sacana do gato a miar por causa do cio todas as noites e como se só isso não bastasse, ainda por cima tinha todos os dias de ouvir as vizinhas a reclamar com o barulho.
Então um certo dia, levou-o até uma esquina distante e voltou para a casa satisfeito por o dever estar cumprido.
O meu amigo estava farto de ouvir o sacana do gato a miar por causa do cio todas as noites e como se só isso não bastasse, ainda por cima tinha todos os dias de ouvir as vizinhas a reclamar com o barulho.
Então um certo dia, levou-o até uma esquina distante e voltou para a casa satisfeito por o dever estar cumprido.
Mas para sua surpresa, quando chegou a casa, o gato já lá estava á espera dele.
Agarrou no sacana do gato e desta vez, levou-o para mais longe.
Está a entrar em casa e não vê sinal do bicho, dirige-se para a cozinha e encontrou o gato novamente em casa, a comer todo satisfeito.
Fez isto, mais umas três vezes e o cabrão do gato voltava sempre para casa.
Furioso pensou:
"Vou lixar este gato!"
Pôs-lhe uma venda nos olhos, amarrou-o dentro de um saco e colocou-o na mala do carro.
Subiu à serra mais distante, entrou e saiu de diversas estradinhas, deu mil voltas... e acabou por soltar o gato no meio do mato.
Passados uns dois dias, o Farfito liga para casa.
- Tá, Mãezinha, o gato está aí em casa?
- Está meu filho.
- Ainda bem, então deixa-me falar com ele que eu estou perdido.
- Ainda bem, então deixa-me falar com ele que eu estou perdido.
segunda-feira, outubro 17, 2005
Diálogos médicos
- Boa tarde doctor, eu poder entrar?
- Pode. Qual é o seu nome?
- Eu chamar-me Co Adriaanse.
- Então de que mal padece?
- Eu desde Sábado que ter visões de Red persons a perseguir-me com lenços brancos in mãos.
- Ahhh, então isso não é comigo. Mas vou dar-lhe a morada de um colega meu, que está mais habilitado para lidar com situações como a sua.
- O senhor doctor ir obrigar-me a ir a outro psicologist?
- Não senhor Adriaanse. O senhor não precisa de um psicólogo, está é a precisar de um oftalmologista.
- Pode. Qual é o seu nome?
- Eu chamar-me Co Adriaanse.
- Então de que mal padece?
- Eu desde Sábado que ter visões de Red persons a perseguir-me com lenços brancos in mãos.
- Ahhh, então isso não é comigo. Mas vou dar-lhe a morada de um colega meu, que está mais habilitado para lidar com situações como a sua.
- O senhor doctor ir obrigar-me a ir a outro psicologist?
- Não senhor Adriaanse. O senhor não precisa de um psicólogo, está é a precisar de um oftalmologista.
Frase da Semana
Se tudo o que é bom dura pouco, então eu já devia ter morrido há muito tempo.
Rotinas diárias - Amanhecer Violento
Segunda-feira, 7:15 da manhã
“Trânsito lento na segunda circular, devido a um grave acidente na IC17 – Cril no sentido Lisboa / Algés”.
As primeiras palavras que me conseguem fazer acordar, volto-me e mando um chapadão no despertador que voltou a tocar pela oitava vez.
Ahhh, nada como um amanhecer de um qualquer dia de trabalho normal.
Levanto-me, e é sentado na cama que inicio o ritual diário de coçar os ditos, afinal de contas depois de uma noite de sono, home que é home coça os ditos, quanto mais não seja para ver se eles ainda para ali andam.
7:30 – Enquanto tomo o meu duchezinho matinal ouço a puta da mulher do cabrão do meu vizinho de cima, a berrar com o marido e os cachopos para se levantarem.,
O pior é que também faz esta cena aos fins-de-semana (se fosse só durante a semana, chamava-lhe apenas histérica).
Não admira portanto que o cabrão comece a esburacar a casa logo ás 8h de um qualquer Domingo, como se estivesse a trabalhar na câmara de Lisboa, pois aquela casa está sempre em obras.
7:45 – Depois do banhinho tomado e de estar vestido, dou inicio ao meu programa diário intitulado “Onde é que raio, pus as chaves do carro?”
E não pensem que é monótono, pois arranjo maneira de as colocar num sitio diferente todo o santo dia. Acho que já as deixei uma vez algures dentro da dispensa, não me perguntem porquê.
7:50 – Finalmente saio de casa com um ar taciturno, o meu organismo já começou a pedir-me a dose de drogas diária. O pior é que só daqui a 30m com um pouco de sorte é que vou conseguir satisfazer esse desejo de café e tabaco.
Chego ao pé do carro, o que tendo em conta que vivo na Amadora é um milagre não encontrar apenas o lugar dele.
Abro a porta do carro, meto a mão ao bolso e Porra, tenho de voltar lá acima para ir buscar o telemóvel.
8:00 – Finalmente saio da minha rua em direcção da famosa 2ª Circular, chego á rotunda e eis que surge um fogareiro a atravessar a faixa de rodagem bem à minha frente.
Derivado a isto digo as minhas primeiras palavras da manhã “Ó fogareiro de um cabrão, os piscas no teu carro devem ser um extra que não compraste!”, seguido de uma valente buzinadela.
O fogareiro estica o dedo do meio e começa a barafustar gesticulando rapidamente com ambas as mãos.
Nada como um bom-dia carinhoso dado pelos nossos colegas de estrada, para nos alegrar o dia e dizermos primeiro palavrões do que o tradicional “Bom Dia”.
8:30 – Chego ao cafezito onde já sou cliente há 3 anos e digo o primeiro bom-dia seguido de uma perguntinha inocente
“Trânsito lento na segunda circular, devido a um grave acidente na IC17 – Cril no sentido Lisboa / Algés”.
As primeiras palavras que me conseguem fazer acordar, volto-me e mando um chapadão no despertador que voltou a tocar pela oitava vez.
Ahhh, nada como um amanhecer de um qualquer dia de trabalho normal.
Levanto-me, e é sentado na cama que inicio o ritual diário de coçar os ditos, afinal de contas depois de uma noite de sono, home que é home coça os ditos, quanto mais não seja para ver se eles ainda para ali andam.
7:30 – Enquanto tomo o meu duchezinho matinal ouço a puta da mulher do cabrão do meu vizinho de cima, a berrar com o marido e os cachopos para se levantarem.,
O pior é que também faz esta cena aos fins-de-semana (se fosse só durante a semana, chamava-lhe apenas histérica).
Não admira portanto que o cabrão comece a esburacar a casa logo ás 8h de um qualquer Domingo, como se estivesse a trabalhar na câmara de Lisboa, pois aquela casa está sempre em obras.
7:45 – Depois do banhinho tomado e de estar vestido, dou inicio ao meu programa diário intitulado “Onde é que raio, pus as chaves do carro?”
E não pensem que é monótono, pois arranjo maneira de as colocar num sitio diferente todo o santo dia. Acho que já as deixei uma vez algures dentro da dispensa, não me perguntem porquê.
7:50 – Finalmente saio de casa com um ar taciturno, o meu organismo já começou a pedir-me a dose de drogas diária. O pior é que só daqui a 30m com um pouco de sorte é que vou conseguir satisfazer esse desejo de café e tabaco.
Chego ao pé do carro, o que tendo em conta que vivo na Amadora é um milagre não encontrar apenas o lugar dele.
Abro a porta do carro, meto a mão ao bolso e Porra, tenho de voltar lá acima para ir buscar o telemóvel.
8:00 – Finalmente saio da minha rua em direcção da famosa 2ª Circular, chego á rotunda e eis que surge um fogareiro a atravessar a faixa de rodagem bem à minha frente.
Derivado a isto digo as minhas primeiras palavras da manhã “Ó fogareiro de um cabrão, os piscas no teu carro devem ser um extra que não compraste!”, seguido de uma valente buzinadela.
O fogareiro estica o dedo do meio e começa a barafustar gesticulando rapidamente com ambas as mãos.
Nada como um bom-dia carinhoso dado pelos nossos colegas de estrada, para nos alegrar o dia e dizermos primeiro palavrões do que o tradicional “Bom Dia”.
8:30 – Chego ao cafezito onde já sou cliente há 3 anos e digo o primeiro bom-dia seguido de uma perguntinha inocente
- Então, agitaram muitos lencinhos brancos ao Peseiro?
- Ó pá, parvo era eu se lá fosse ver aquela cambada de coxos a jogar – responde-me o dono enquanto me serve o meu primeiro café do dia.
Fumo um cigarro enquanto bebo o café e voou passando os olhos para o jornal matinal.
As pessoas vão entrando com cara de quem está disposto a bater num determinado Inglês que ganhou o Euromilhões de Sábado em vez deles, coisa que os obriga a ir trabalhar.
8:56 – Finalmente chego á empresa, passo o cartão pela máquina e dirijo-me ao elevador com ar de quem vai entrar no inferno para cumprir a pena de oito horas diária.
- Ó pá, parvo era eu se lá fosse ver aquela cambada de coxos a jogar – responde-me o dono enquanto me serve o meu primeiro café do dia.
Fumo um cigarro enquanto bebo o café e voou passando os olhos para o jornal matinal.
As pessoas vão entrando com cara de quem está disposto a bater num determinado Inglês que ganhou o Euromilhões de Sábado em vez deles, coisa que os obriga a ir trabalhar.
8:56 – Finalmente chego á empresa, passo o cartão pela máquina e dirijo-me ao elevador com ar de quem vai entrar no inferno para cumprir a pena de oito horas diária.
sexta-feira, outubro 14, 2005
Netherlands
Depois de uma estadia de três dias na Holanda, finalmente percebi o porquê da sociedade deles ser mais avançada e civilizada que a tuga.
Além de evitarem deitar papeis para o chão ou atravessar fora de passadeiras por estarem sujeitos a serem multados por policias sobrenaturais, digo isto porque vocês bem podem olhar para todo lado e não ver nada, mas a partir do momento em que cometem uma qualquer infracção, aparece vindo do nada um motão ás riscas azuis que pára mesmo ao vosso lado e o senhor de capacete com um colete fluorescente a dizer Politie diz-vos algo em Holandês.
Como é óbvio não vão entender nada que o senhor diz, eu pessoalmente da primeira vez que um desses senhores falou comigo a minha resposta foi:
- Cascão!!, Que é que estás aqui a fazer com uma bebedeira dessas?
Aparentemente o senhor não gostou nada daquilo que eu disse, vai na volta conhece o Cascão, mas foi a partir dai que ele falou comigo em Inglês, já que na língua materna dele eu só o iria entender depois de esgotar metade do stock de uma qualquer coffe-shop.
Mas o pormenor que os faz serem mais avançados que o resto dos povos da Europa, é a bicicleta.
Além de evitarem deitar papeis para o chão ou atravessar fora de passadeiras por estarem sujeitos a serem multados por policias sobrenaturais, digo isto porque vocês bem podem olhar para todo lado e não ver nada, mas a partir do momento em que cometem uma qualquer infracção, aparece vindo do nada um motão ás riscas azuis que pára mesmo ao vosso lado e o senhor de capacete com um colete fluorescente a dizer Politie diz-vos algo em Holandês.
Como é óbvio não vão entender nada que o senhor diz, eu pessoalmente da primeira vez que um desses senhores falou comigo a minha resposta foi:
- Cascão!!, Que é que estás aqui a fazer com uma bebedeira dessas?
Aparentemente o senhor não gostou nada daquilo que eu disse, vai na volta conhece o Cascão, mas foi a partir dai que ele falou comigo em Inglês, já que na língua materna dele eu só o iria entender depois de esgotar metade do stock de uma qualquer coffe-shop.
Mas o pormenor que os faz serem mais avançados que o resto dos povos da Europa, é a bicicleta.
Andam para todo o lado de bicicleta o que para além de aliviar o tráfego nas cidades tem outras vantagens que só um tuga pode apreciar.
Por exemplo, quando saiem á noite numa qualquer cidade portuguesa reparam concerteza que as gajas com ar de top model se não têm um grande carrão, saiem apenas com gajos que tenham um grande carrão e isto é muito confrangedor para um desgraçado que apenas tenha um carro de gama média.
Na Holanda o factor bicla, elimina quaisquer clivagens sociais existentes, sendo por isso usual ver uma bela espécime feminina sair de uma qualquer disconight com um fulano que tenha apenas como meio de transporte a pasteleira do pai, e aparentemente quanto mais relíquia for a pasteleira melhor.
Isto leva-me a pensar que o fulano que tenha uma bicicleta de montanha último modelo é de certeza filho de algum doutor, um betinho vá lá, impostor.
Outra das vantagens do uso constante dos veículos de duas rodas é proporcionar uma boa forma física aos seus donos.
Por exemplo, quando saiem á noite numa qualquer cidade portuguesa reparam concerteza que as gajas com ar de top model se não têm um grande carrão, saiem apenas com gajos que tenham um grande carrão e isto é muito confrangedor para um desgraçado que apenas tenha um carro de gama média.
Na Holanda o factor bicla, elimina quaisquer clivagens sociais existentes, sendo por isso usual ver uma bela espécime feminina sair de uma qualquer disconight com um fulano que tenha apenas como meio de transporte a pasteleira do pai, e aparentemente quanto mais relíquia for a pasteleira melhor.
Isto leva-me a pensar que o fulano que tenha uma bicicleta de montanha último modelo é de certeza filho de algum doutor, um betinho vá lá, impostor.
Outra das vantagens do uso constante dos veículos de duas rodas é proporcionar uma boa forma física aos seus donos.
E é por este motivo que as mulheres holandesas em especial, têm as pernas muito mais tonificadas e atraentes, o que as torna muito agradáveis á vista (as pernas e a dona).
Acho que o Sr. Carmona Rodrigues deveria fazer o mesmo em Lisboa, obrigar muitas das tugas que para ai andam, a deslocarem-se de bicicleta.
Mas isto é apenas uma ponta do iceberg, brevemente neste blog um relato arrepiante da visita ao “Red Light District”.
Acho que o Sr. Carmona Rodrigues deveria fazer o mesmo em Lisboa, obrigar muitas das tugas que para ai andam, a deslocarem-se de bicicleta.
Mas isto é apenas uma ponta do iceberg, brevemente neste blog um relato arrepiante da visita ao “Red Light District”.
segunda-feira, outubro 10, 2005
Frase da Semana
A cerveja e o vinho são os piores inimigos do Homem.
Mas o Homem que foge dos seus inimigos é um cobarde.
terça-feira, outubro 04, 2005
Verdade Absoluta
Enquanto não tivermos um primeiro-ministro que só pense em governar por quatro anos, este país nunca passará da cepa torta.
segunda-feira, outubro 03, 2005
Viva a RTP
Os meus mais sinceros parabéns à RTP memória, por finalmente dar uma pequena sacudidela ao mau humor que se vê nos canais generalistas, ao repor a mais fabulosa série cómica de todos os tempos.
Estou a falar como é evidente de "Monty Python´ Flying Circus", a série que marcou o humor non-sense em todo o mundo.
Para todos os interessados este hino ao humor, passa todos os domingos às 21:30h.
Estou a falar como é evidente de "Monty Python´ Flying Circus", a série que marcou o humor non-sense em todo o mundo.
Para todos os interessados este hino ao humor, passa todos os domingos às 21:30h.
Frase da Semana
Deus criou o homem antes da mulher, para não ouvir palpites.
sexta-feira, setembro 30, 2005
Verdades
As mulheres só hão-de compreender verdadeiramente o porquê de certas infantilidades dos homens, no dia em que conseguirem perceber que eles só as fazem em adultos porque na infância foram proibidos de o fazer, por culpa de uma mulher.
E depois admira-se - II parte
Por incrível que pareça, depois daquela ida à bomba de gasolina, a rapariga ficou impressionada com o sentido de humor do meu amigo Cascão.
Levou-o para casa dela e uma vez chegados lá, o Cascão não foi de modas e perguntou se havia cerveja naquela casa.
Ela disse que sim, que havia algumas no frigorífico.
O Cascão abriu o dito electrodoméstico e sai-se como uma das suas frases no mínimo brilhantes:
- Olha lá, dizes-me que tens cerveja e eu só vejo aqui Super Bock e Tagus.
- E isso, não é cerveja? – Pergunta a moça atrapalhada
- Claro que não, isto são apenas imitações. Não tens Sagres?
- Acho que tenho algumas das pequenas na gaveta de baixo.
O Cascão abre a gaveta e os seus olhos devem ter começado a brilhar da mesma forma que brilham os de uma mulher quando vêm um anel de diamantes.
Ele abarbata logo umas quantas e leva-as para a sala, onde a pobre coitada o esperava com uma música romântica como fundo.
- E, também tens algo que se mastigue, assim género amendoins?
- Só tenho cajus – responde ela a pensar “mas afinal ele veio cá para comer aperitivos ou para me comer a mim”.
- Não gosto dessa comida de gente fina, ao menos tens tremoços?
- Não só tenho mesmo cajus ou se calhar ainda devo ter umas tostas.
Levou-o para casa dela e uma vez chegados lá, o Cascão não foi de modas e perguntou se havia cerveja naquela casa.
Ela disse que sim, que havia algumas no frigorífico.
O Cascão abriu o dito electrodoméstico e sai-se como uma das suas frases no mínimo brilhantes:
- Olha lá, dizes-me que tens cerveja e eu só vejo aqui Super Bock e Tagus.
- E isso, não é cerveja? – Pergunta a moça atrapalhada
- Claro que não, isto são apenas imitações. Não tens Sagres?
- Acho que tenho algumas das pequenas na gaveta de baixo.
O Cascão abre a gaveta e os seus olhos devem ter começado a brilhar da mesma forma que brilham os de uma mulher quando vêm um anel de diamantes.
Ele abarbata logo umas quantas e leva-as para a sala, onde a pobre coitada o esperava com uma música romântica como fundo.
- E, também tens algo que se mastigue, assim género amendoins?
- Só tenho cajus – responde ela a pensar “mas afinal ele veio cá para comer aperitivos ou para me comer a mim”.
- Não gosto dessa comida de gente fina, ao menos tens tremoços?
- Não só tenho mesmo cajus ou se calhar ainda devo ter umas tostas.
- Tavas bem era em Nassiria - disse Cascão enquanto se sentava no sofá, ela lá se ia insinuando ao levantar um pouco a saia ,esfregando as costas enquanto dizia que precisava de uma boa massagem, mas o Cascão só se interessava por um programa sobre galinhas que estava a dar no Discovery Channel.
Então, a moça farta de o Cascão não lhe ligar puto, voltou-se para ele e disse:
- Fica á vontade se quiseres, que eu vou me deitar, porque estou a ficar cheia de sono.
Cascão olhou para ela espantado e responde:
- Vais-te deitar logo agora que eu ia abusar de ti.
- Vais abusar de mim? Juras? Então abusa, abusa á vontade – diz-lhe ela esperançosa de uma noite inesquecível.
Então os olhos do Cascão voltam a brilhar e com o seu ar mais romântico diz:
- Posso?? Então vais-me buscar outra mini ao frigorífico, vais?
Então, a moça farta de o Cascão não lhe ligar puto, voltou-se para ele e disse:
- Fica á vontade se quiseres, que eu vou me deitar, porque estou a ficar cheia de sono.
Cascão olhou para ela espantado e responde:
- Vais-te deitar logo agora que eu ia abusar de ti.
- Vais abusar de mim? Juras? Então abusa, abusa á vontade – diz-lhe ela esperançosa de uma noite inesquecível.
Então os olhos do Cascão voltam a brilhar e com o seu ar mais romântico diz:
- Posso?? Então vais-me buscar outra mini ao frigorífico, vais?
Mãe Natreza
Infelizmente, as mulheres são como os Tsunamis.
Quando chegam, entram na nossa vida de rompante.
Quando vão, levam a casa, o carro, os moveis e o dinheiro.
Quando chegam, entram na nossa vida de rompante.
Quando vão, levam a casa, o carro, os moveis e o dinheiro.
Era uma vez uns lagartos
A equipa lagarta é eliminada da taça UEFA, por culpa da massa associativa que tem.
Se o ano passado, criticaram o treinador por terem perdido a final em casa e dos ter feito sonhar com algo que não veio a acontecer, este ano ele resolveu acabar-lhes com os sonhos logo na primeira eliminatória.
Se o ano passado, criticaram o treinador por terem perdido a final em casa e dos ter feito sonhar com algo que não veio a acontecer, este ano ele resolveu acabar-lhes com os sonhos logo na primeira eliminatória.
quinta-feira, setembro 29, 2005
E depois admira-se
Ontem o meu amigo Cascão foi conhecer uma rapariga com que andava já há algum tempo a conversar num chat qualquer na net.
Tínham previamente combinado o que iríam ambos levar vestido, de forma a que,quando o meu amigo chegou ao local combinado, nem queria acreditar na sua sorte quando viu uma morenaça de mini-saia e com um ar de Vamp que segundo ele lhe deu logo volta à cabeça.
Ele sentou-se e começaram logo a falar, tudo parecia correr sobre rodas até ao momento em que ela lhe disse que se ele quisesse algo mais com ela, teria de a levar a um sitio realmente caro.
O Cascão como pessoa sensível que é, disse que não havia problema, ela pagou a conta e saíram do local onde estávam.
Passados uns trinta minutos, ele entrou na bomba de gasolina da Repsol, estacionou o carro e disse-lhe que podíam sair.
Ela com um ar incrédulo perguntou-lhe porque é que tinha de sair se ele só ia abastecer a viatura
Então o Cascão na sua calma e delicadeza apenas lhe disse:
- Cala a boca ursa, não eras tu que querias vir a um sitio realmente caro?
Tínham previamente combinado o que iríam ambos levar vestido, de forma a que,quando o meu amigo chegou ao local combinado, nem queria acreditar na sua sorte quando viu uma morenaça de mini-saia e com um ar de Vamp que segundo ele lhe deu logo volta à cabeça.
Ele sentou-se e começaram logo a falar, tudo parecia correr sobre rodas até ao momento em que ela lhe disse que se ele quisesse algo mais com ela, teria de a levar a um sitio realmente caro.
O Cascão como pessoa sensível que é, disse que não havia problema, ela pagou a conta e saíram do local onde estávam.
Passados uns trinta minutos, ele entrou na bomba de gasolina da Repsol, estacionou o carro e disse-lhe que podíam sair.
Ela com um ar incrédulo perguntou-lhe porque é que tinha de sair se ele só ia abastecer a viatura
Então o Cascão na sua calma e delicadeza apenas lhe disse:
- Cala a boca ursa, não eras tu que querias vir a um sitio realmente caro?
Ciência exacta
Segundo as leis de Murphy, todas as torradas que caiem no chão, caiem sempre com o lado da manteiga para baixo.
Segundo as leis científicas, mesmo que atirem um gato de costas ele cai sempre de pé.
Logo, se amarrarem uma torrada com manteiga voltada para cima ás costas de um gato, ele flutua.
Segundo as leis científicas, mesmo que atirem um gato de costas ele cai sempre de pé.
Logo, se amarrarem uma torrada com manteiga voltada para cima ás costas de um gato, ele flutua.
quarta-feira, setembro 28, 2005
Nostalgias
Quem não se lembra do saudoso Vasco Granja e o seu famoso “boa tarde amiguinhos, hoje venho-vos apresentar um desenho animado feito com latas de sardinha e fios de lã do realizador Checoslovaco Pavel Rustorvsky”, enquanto pensávamos “ Quero é ver a Pantera cor de rosa ó palhaço”.
Ou então de cravarmos os nossos pais para nos deitarmos um bocadinho mais tarde para que pudéssemos ver o A-Team ou a Missão Impossível, e no dia seguinte podermos moer a cabeça daqueles que não tinham uns pais porreiraços que se deitavam mal desse o Vitinho.
As tardes de fim-de-semana ansiosos á espera que desse a Galáctica ou o Buck Rogers, para não falar do saudoso Espaço 1999.
Belos tempos, esses em que a nossa única preocupação eram os trabalhos de casa, arranjar dinheiro para as pastilhas gorila ou para os cigarritos estilo mata-ratos que fumávamos ás escondidas numas escadas quaisquer, longe da vista dos adultos.
Infelizmente hoje em dia não existe nada dessas coisas, as únicas séries de jeito que são transmitidas pelas nossas televisões passam a horas que só podem ser visionadas pelos padeiros ou por quem chegue a casa depois da disconight fechar.
Os programas de desenhos animados, a única vantagem que tinham era serem apresentados pela Marisa Cruz em mini-saia e botas até ao joelho, acabaram e as próprias séries em si, estão com cada vez menos qualidade e cada vez mais violência.
Sim, é verdade nada como as tardes que passava a jogar á bola ou a andar de bicicleta em vez de a passar em casa a jogar computador como fazem os miúdos de hoje em dia.
E depois ainda penso que não estou a ficar velho.
Ou então de cravarmos os nossos pais para nos deitarmos um bocadinho mais tarde para que pudéssemos ver o A-Team ou a Missão Impossível, e no dia seguinte podermos moer a cabeça daqueles que não tinham uns pais porreiraços que se deitavam mal desse o Vitinho.
As tardes de fim-de-semana ansiosos á espera que desse a Galáctica ou o Buck Rogers, para não falar do saudoso Espaço 1999.
Belos tempos, esses em que a nossa única preocupação eram os trabalhos de casa, arranjar dinheiro para as pastilhas gorila ou para os cigarritos estilo mata-ratos que fumávamos ás escondidas numas escadas quaisquer, longe da vista dos adultos.
Infelizmente hoje em dia não existe nada dessas coisas, as únicas séries de jeito que são transmitidas pelas nossas televisões passam a horas que só podem ser visionadas pelos padeiros ou por quem chegue a casa depois da disconight fechar.
Os programas de desenhos animados, a única vantagem que tinham era serem apresentados pela Marisa Cruz em mini-saia e botas até ao joelho, acabaram e as próprias séries em si, estão com cada vez menos qualidade e cada vez mais violência.
Sim, é verdade nada como as tardes que passava a jogar á bola ou a andar de bicicleta em vez de a passar em casa a jogar computador como fazem os miúdos de hoje em dia.
E depois ainda penso que não estou a ficar velho.
Prioridades
Ser for eleito, o Sr. Mário Soares vai ser o primeiro presidente da Republica a dispensar guarda-costas e substitui-los por médicos como meio de protecção.
terça-feira, setembro 27, 2005
Ser canhoto
Nada pior para mim do que sair a uma noite de sábado com um simpatizante do B.E., ainda mais quando outros jovens simpatizantes do mesmo partido se chegam ao pé dele e falam mal dos partidos de direita, como se eu fosse também de esquerda ou pura e simplesmente não estivesse ali.
Mas o que me deixa verdadeiramente danado é ouvir radicais pseudo anarcas de esquerda a dizer coisas do género “devíamos era pintar graffitis a apoiar a JSD e assim eles ficavam com a culpa.”
Mas que raio de ideia a deste jovem, pintar paredes (o que é ilegal) de forma a que outros fiquem com as culpas, é uma forma de fazer politica muito conotada com o sistema Bipartidário Português, ora se são os socialistas no governo, acusam os sociais democratas de fazer politicas erradas só para tramar o governo socialista que acabou de tomar posse e vice versa.
Também não me parece ser um acto muito inteligente andar a comprar tintas para fazer campanha por outros, pois pode-lhes sair o tiro pela culatra, mas é neste ponto que ele provou que para além de ser um verdadeiro pensador da economia sob uma perspectiva de esquerda, só lhe falta ser dread para se poder dedicar ao graffiti e quem sabe pintar aqueles verdadeiros hinos á revolução: “ Repressão policial, terrorismo oficial” ou “Help the cops, hit yourself”, claro que acompanhados dos respectivos desenhos.
Ah, também gosto muito do sempre actual “Fascismo nunca mais”.
E depois querem vencer eleições, quando existem exemplos de democratas e sérios como este jovem.
P. S. – Em breve prometo a publicação de algumas pérolas de jovens de direita.
Mas o que me deixa verdadeiramente danado é ouvir radicais pseudo anarcas de esquerda a dizer coisas do género “devíamos era pintar graffitis a apoiar a JSD e assim eles ficavam com a culpa.”
Mas que raio de ideia a deste jovem, pintar paredes (o que é ilegal) de forma a que outros fiquem com as culpas, é uma forma de fazer politica muito conotada com o sistema Bipartidário Português, ora se são os socialistas no governo, acusam os sociais democratas de fazer politicas erradas só para tramar o governo socialista que acabou de tomar posse e vice versa.
Também não me parece ser um acto muito inteligente andar a comprar tintas para fazer campanha por outros, pois pode-lhes sair o tiro pela culatra, mas é neste ponto que ele provou que para além de ser um verdadeiro pensador da economia sob uma perspectiva de esquerda, só lhe falta ser dread para se poder dedicar ao graffiti e quem sabe pintar aqueles verdadeiros hinos á revolução: “ Repressão policial, terrorismo oficial” ou “Help the cops, hit yourself”, claro que acompanhados dos respectivos desenhos.
Ah, também gosto muito do sempre actual “Fascismo nunca mais”.
E depois querem vencer eleições, quando existem exemplos de democratas e sérios como este jovem.
P. S. – Em breve prometo a publicação de algumas pérolas de jovens de direita.
Frase da semana
Sejam porreiros com os vossos filhos.
São eles que vão escolher o asilo para onde voçês irão.
São eles que vão escolher o asilo para onde voçês irão.
Camafeus, Cascões e maus - A chegada de El Mariachi
Red Label olhou de soslaio para Farol Kid e disse:
- Não vos vou dizer agora, mas sim numa reunião de emergência a realizar daqui a uma semana na Câmara, pelas 10h e para a qual estão convocados todos os habitantes de Spotville.
O espanto era geral, e começaram-se a ouvir uns cochichos entre os presentes.
O resto da noite correu de feição, tendo sido esgotado o stock de muines no salloon.
A manhã nasceu radiosa, a alegria do regresso do Mayor parece que contagiou a própria natureza.
Até farrusco assobiava enquanto arranjava peças para a carroça do gato-pingado Apokalypse, isto apesar de ter sido o Mayor com o mandato mais curto de toda a história de Spotville.
Cascão MacMuines, passeava o seu novo penteado por toda a cidade enquanto um elemento subversivo do partido T.E. (Tijolo de Esquerda), pintava slogans de propaganda contra a despesa pública da câmara, pelas paredes do salloon.
Fora da cidade, numa taberna com um ar empedernido com cheiro a mofo, chamado Kabe Abe, os irmãos facadas planeavam um novo golpe ao comboio-correio da próxima semana.
Tinha tudo voltado á normalidade, excepto por um grupo de trabalhadores com longas barbas pretas estarem a fazer obras num velho salloon fechado á muito e que se encontrava mesmo em frente do Salloon sem nome.
Dois dias passaram e as obras já se encontravam concluídas, faltando apenas destapar a placa do nome e conhecer o dono deste novo estabelecimento.
Tudo isto era motivo de falatório, todos os habitantes paravam a contemplar o edifício remodelado.
Até Cascão Macmuine, movido pela curiosidade foi buscar um escadote para espreitar o que estava escrito debaixo do pano que tapava a placa. Mas por um grande acaso do destino quando Cascão estava a levantar a ponta do pano, começou a cair uma forte chuvada que o ia matando com a queda que deu, por causa do susto de se ter molhado com aquele liquido do demo.
Então pelo meio da neblina causada por tanta chuva, surge a diligência semanal que normalmente apenas trazia correio não prioritário e uma vez por outra dinheiro para o cofre do banco de Pablito Borregon.
Ninguém ligou á diligência até que viram sair um personagem com uma longa e fina barba preta, que ostentava um enorme chapéu mexicano, acompanhado de duas damas vestidas de negro.
Boi desdentado que se encontrava a conversar com Apokalypse, ficou a olhar para tais personagens, quando o mexicano se dirigiu a ele e o interpelou.
- Buenos dias, es aqui la cidad de Spotville?
- Fala em língua que se perceba – disse Boi desdentado, espantado com tal linguagem.
- Épá acho que ele falou no nome da cidade – disse Apokalypse apercebendo-se do ar incrédulo do estranho perante a resposta ríspida de Boi desdentado.
Então Boi desdentado ao mesmo tempo que cruzava os braços (isto é um velho costume índio) falou:
- Não percebi o que disseste, mas estás na gloriosa cidade de Spotville, mas antes de ires queremos saber quem és tu.
- Mi nombre es Farfito Gonzalez e vengo de El Covita da Muçulmana para abrir aqui uno nuevo Salloon.
- Acho que este gajo disse que era o dono do novo Salloon – disse Apokalypse a Boi desdentado, assumindo a pose de tradutor universal.
- Então quem são estas damas? – Disse Boi desdentado, enquanto olhava para elas
- Á minha deretcha está Martita e á minha isquierda está Evita, minha nuevas empregaditas.
Então Boi desdentado descruza os braços, põe um ar mais ou menos imponente, daqueles que só os índios pensa que sabem pôr, e diz:
- Não sei o que quiseste dizer, mas sê bem-vindo à nossa cidade, como aviso apenas te digo que se queres singrar em Spotville tens de aprender a falar a nossa língua.
- Muchas gracias senõr, vengam todos ao mi nuevo Salloon que eu tengo todo o gosto de los pagar una bebidazita.
E lá foram os cinco na direcção do novo Salloon e quando lá chegam, Farfito volta-se para trás e diz:
- Bien Vindos ao…..
- Não vos vou dizer agora, mas sim numa reunião de emergência a realizar daqui a uma semana na Câmara, pelas 10h e para a qual estão convocados todos os habitantes de Spotville.
O espanto era geral, e começaram-se a ouvir uns cochichos entre os presentes.
O resto da noite correu de feição, tendo sido esgotado o stock de muines no salloon.
A manhã nasceu radiosa, a alegria do regresso do Mayor parece que contagiou a própria natureza.
Até farrusco assobiava enquanto arranjava peças para a carroça do gato-pingado Apokalypse, isto apesar de ter sido o Mayor com o mandato mais curto de toda a história de Spotville.
Cascão MacMuines, passeava o seu novo penteado por toda a cidade enquanto um elemento subversivo do partido T.E. (Tijolo de Esquerda), pintava slogans de propaganda contra a despesa pública da câmara, pelas paredes do salloon.
Fora da cidade, numa taberna com um ar empedernido com cheiro a mofo, chamado Kabe Abe, os irmãos facadas planeavam um novo golpe ao comboio-correio da próxima semana.
Tinha tudo voltado á normalidade, excepto por um grupo de trabalhadores com longas barbas pretas estarem a fazer obras num velho salloon fechado á muito e que se encontrava mesmo em frente do Salloon sem nome.
Dois dias passaram e as obras já se encontravam concluídas, faltando apenas destapar a placa do nome e conhecer o dono deste novo estabelecimento.
Tudo isto era motivo de falatório, todos os habitantes paravam a contemplar o edifício remodelado.
Até Cascão Macmuine, movido pela curiosidade foi buscar um escadote para espreitar o que estava escrito debaixo do pano que tapava a placa. Mas por um grande acaso do destino quando Cascão estava a levantar a ponta do pano, começou a cair uma forte chuvada que o ia matando com a queda que deu, por causa do susto de se ter molhado com aquele liquido do demo.
Então pelo meio da neblina causada por tanta chuva, surge a diligência semanal que normalmente apenas trazia correio não prioritário e uma vez por outra dinheiro para o cofre do banco de Pablito Borregon.
Ninguém ligou á diligência até que viram sair um personagem com uma longa e fina barba preta, que ostentava um enorme chapéu mexicano, acompanhado de duas damas vestidas de negro.
Boi desdentado que se encontrava a conversar com Apokalypse, ficou a olhar para tais personagens, quando o mexicano se dirigiu a ele e o interpelou.
- Buenos dias, es aqui la cidad de Spotville?
- Fala em língua que se perceba – disse Boi desdentado, espantado com tal linguagem.
- Épá acho que ele falou no nome da cidade – disse Apokalypse apercebendo-se do ar incrédulo do estranho perante a resposta ríspida de Boi desdentado.
Então Boi desdentado ao mesmo tempo que cruzava os braços (isto é um velho costume índio) falou:
- Não percebi o que disseste, mas estás na gloriosa cidade de Spotville, mas antes de ires queremos saber quem és tu.
- Mi nombre es Farfito Gonzalez e vengo de El Covita da Muçulmana para abrir aqui uno nuevo Salloon.
- Acho que este gajo disse que era o dono do novo Salloon – disse Apokalypse a Boi desdentado, assumindo a pose de tradutor universal.
- Então quem são estas damas? – Disse Boi desdentado, enquanto olhava para elas
- Á minha deretcha está Martita e á minha isquierda está Evita, minha nuevas empregaditas.
Então Boi desdentado descruza os braços, põe um ar mais ou menos imponente, daqueles que só os índios pensa que sabem pôr, e diz:
- Não sei o que quiseste dizer, mas sê bem-vindo à nossa cidade, como aviso apenas te digo que se queres singrar em Spotville tens de aprender a falar a nossa língua.
- Muchas gracias senõr, vengam todos ao mi nuevo Salloon que eu tengo todo o gosto de los pagar una bebidazita.
E lá foram os cinco na direcção do novo Salloon e quando lá chegam, Farfito volta-se para trás e diz:
- Bien Vindos ao…..
segunda-feira, setembro 26, 2005
Incendios....
Para mostrar fairplay, venho desta vez, mostrar as 4 medidas do Bloco de Esquerda, para acabar com os incêndios:
1. - Despenalização imediata dos incêndios.
2.- Tendo em conta que os incendiários são doentes e socialmente marginalizados, devem ser tratados como tal: é preciso criar zonas específicas para poderem incendiar à vontade. Nas "Casas de Incêndio" serão fornecidos fósforos, isqueiros e alguma mata. Sob a supervisão do pessoal habilitado, poderão lutar contra esse flagelo autodestrutivo.
3.- Fazer uma terapia baseada nos Doze Passos, em que o doente possa evoluír do incêndio florestal à sardinhada. O pirómano irá deixando progressivamente o vício: da floresta à mata, da mata ao arbusto, do arbusto à fogueira, da fogueira à lareira, da lareira ao barbecue até finalmente chegar à sardinhada.
4.- Quando o pirómano se sentir feliz a acender a vela perfumada em casa, ser-lhe-á dada alta, iniciará a sua reintegração social e perderá o seu subsídio de incendiário.
3.- Fazer uma terapia baseada nos Doze Passos, em que o doente possa evoluír do incêndio florestal à sardinhada. O pirómano irá deixando progressivamente o vício: da floresta à mata, da mata ao arbusto, do arbusto à fogueira, da fogueira à lareira, da lareira ao barbecue até finalmente chegar à sardinhada.
4.- Quando o pirómano se sentir feliz a acender a vela perfumada em casa, ser-lhe-á dada alta, iniciará a sua reintegração social e perderá o seu subsídio de incendiário.
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