sexta-feira, outubro 28, 2005

Ser funcionário público

Existem quatro funcionários públicos chamados Toda–a-Gente, Alguém, Qualquer–Um e Ninguém.
Havia um trabalho importante para fazer e Toda-a-Gente tinha a certeza que Alguém o faria, Qualquer-Um podia fazê-lo, mas Ninguém o fez.
Então, Alguém zangou-se porque era um trabalho para Toda-a-Gente.
Toda-a-Gente por sua vez pensou que Qualquer-Um podia tê-lo feito, mas Ninguém constatou que Toda-a-Gente não o faria.
No fim, Toda-a-Gente culpou Alguém, quando Ninguém fez o que Qualquer-Um poderia ter feito.
E foi assim que apareceu o Deixa-Andar, o quinto funcionário contratado para evitartodos estes problemas.

quinta-feira, outubro 27, 2005

Cascões, Camafeus e Maus - Episódio os cocos da morte

Apokalipse e Boi desdentado foram os últimos a chegar ao pé do Mayor Red Label que estava a iniciar o relato daquilo que lhe tinha acontecido.
- Quando acordei dei por mim dentro de um caixote de madeira e perguntei a mim mesmo o que estaria a fazer dentro de um sítio tão escuro. Só depois me apercebi que estava dentro de um daqueles caixões decorados com uma estrela e uma bola por cima, característicos do cangalheiro Apokalipse.
Enchi os meus pulmões de ar e com a barriga consegui partir o tampo, caindo em cima de mim umas 64 toneladas de terra.
Foi graças á minha força Hercúlea que consegui remover a terra toda e vislumbrar a luz do sol.
- Então e o que fizeste a seguir a isso? – perguntou Doc. Krepal enquanto acendia mais um cigarrito para acompanhar a 18ª muine que estava a beber.
- A seguir sacudi o pó de cima de mim, afinal nem todos podemos ter um ar de Cascão – respondeu Red Label
- O que é que é isso – exclamou o xerife Cascão Macmuine, com um ar de profunda indignação.
E todos os que estavam a ouvir o relato explodiram num riso incontrolado depois de ouvir o comentário do xerife.
Red Label sorriu e disse:
- Estava apenas a dizer que nem todos podemos ter esse ar nobre no meio de tanto pó, como só tu consegues. Mas adiante, quando acabei de me sacudir olhei para todos os lados e não vi ninguém nem sequer Spotville, facto que me deixou intrigado.
Pus pés ao caminho e ao fim de umas boas horas encontrei um cavalo amarrado a um cacto e sem ninguém ao pé.
Esperei que aparecesse alguém e como tal não aconteceu, resolvi montar o cavalo e pôr-me a caminho.
E, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, até ter de parar para beber um pouco de água, aí olhei para trás e reparei que estava um chinês com um ar sério atrás de mim com dois Cocos na mão.
Quando me pus outra vez a clop, clop, clop, clop, clop, clop, olhei para trás e vi que o barulho era originado por esse mesmo chinês a bater com os cocos um no outro.
Parei o cavalo e dirigi-me ao chinês para perguntar quem era e porque estava a fazer aquele barulho atrás de mim.
E foi aí que ele me disse a coisa mais estranha que ouvi até hoje.

terça-feira, outubro 18, 2005

Miaaaaauuuuuuuuuu

Este é o pequeno relato da vez em que um certo rapaz da Falagueira se quis livrar de um gato que tinha em casa.
O meu amigo estava farto de ouvir o sacana do gato a miar por causa do cio todas as noites e como se só isso não bastasse, ainda por cima tinha todos os dias de ouvir as vizinhas a reclamar com o barulho.
Então um certo dia, levou-o até uma esquina distante e voltou para a casa satisfeito por o dever estar cumprido.
Mas para sua surpresa, quando chegou a casa, o gato já lá estava á espera dele.
Agarrou no sacana do gato e desta vez, levou-o para mais longe.
Está a entrar em casa e não vê sinal do bicho, dirige-se para a cozinha e encontrou o gato novamente em casa, a comer todo satisfeito.
Fez isto, mais umas três vezes e o cabrão do gato voltava sempre para casa.
Furioso pensou:
"Vou lixar este gato!"
Pôs-lhe uma venda nos olhos, amarrou-o dentro de um saco e colocou-o na mala do carro.
Subiu à serra mais distante, entrou e saiu de diversas estradinhas, deu mil voltas... e acabou por soltar o gato no meio do mato.
Passados uns dois dias, o Farfito liga para casa.
- Tá, Mãezinha, o gato está aí em casa?
- Está meu filho.
- Ainda bem, então deixa-me falar com ele que eu estou perdido.

segunda-feira, outubro 17, 2005

Diálogos médicos

- Boa tarde doctor, eu poder entrar?
- Pode. Qual é o seu nome?
- Eu chamar-me Co Adriaanse.
- Então de que mal padece?
- Eu desde Sábado que ter visões de Red persons a perseguir-me com lenços brancos in mãos.
- Ahhh, então isso não é comigo. Mas vou dar-lhe a morada de um colega meu, que está mais habilitado para lidar com situações como a sua.
- O senhor doctor ir obrigar-me a ir a outro psicologist?
- Não senhor Adriaanse. O senhor não precisa de um psicólogo, está é a precisar de um oftalmologista.

Frase da Semana

Se tudo o que é bom dura pouco, então eu já devia ter morrido há muito tempo.

Rotinas diárias - Amanhecer Violento

Segunda-feira, 7:15 da manhã

“Trânsito lento na segunda circular, devido a um grave acidente na IC17 – Cril no sentido Lisboa / Algés”.
As primeiras palavras que me conseguem fazer acordar, volto-me e mando um chapadão no despertador que voltou a tocar pela oitava vez.
Ahhh, nada como um amanhecer de um qualquer dia de trabalho normal.
Levanto-me, e é sentado na cama que inicio o ritual diário de coçar os ditos, afinal de contas depois de uma noite de sono, home que é home coça os ditos, quanto mais não seja para ver se eles ainda para ali andam.
7:30 – Enquanto tomo o meu duchezinho matinal ouço a puta da mulher do cabrão do meu vizinho de cima, a berrar com o marido e os cachopos para se levantarem.,
O pior é que também faz esta cena aos fins-de-semana (se fosse só durante a semana, chamava-lhe apenas histérica).
Não admira portanto que o cabrão comece a esburacar a casa logo ás 8h de um qualquer Domingo, como se estivesse a trabalhar na câmara de Lisboa, pois aquela casa está sempre em obras.
7:45 – Depois do banhinho tomado e de estar vestido, dou inicio ao meu programa diário intitulado “Onde é que raio, pus as chaves do carro?”
E não pensem que é monótono, pois arranjo maneira de as colocar num sitio diferente todo o santo dia. Acho que já as deixei uma vez algures dentro da dispensa, não me perguntem porquê.
7:50 – Finalmente saio de casa com um ar taciturno, o meu organismo já começou a pedir-me a dose de drogas diária. O pior é que só daqui a 30m com um pouco de sorte é que vou conseguir satisfazer esse desejo de café e tabaco.
Chego ao pé do carro, o que tendo em conta que vivo na Amadora é um milagre não encontrar apenas o lugar dele.
Abro a porta do carro, meto a mão ao bolso e Porra, tenho de voltar lá acima para ir buscar o telemóvel.
8:00 – Finalmente saio da minha rua em direcção da famosa 2ª Circular, chego á rotunda e eis que surge um fogareiro a atravessar a faixa de rodagem bem à minha frente.
Derivado a isto digo as minhas primeiras palavras da manhã “Ó fogareiro de um cabrão, os piscas no teu carro devem ser um extra que não compraste!”, seguido de uma valente buzinadela.
O fogareiro estica o dedo do meio e começa a barafustar gesticulando rapidamente com ambas as mãos.
Nada como um bom-dia carinhoso dado pelos nossos colegas de estrada, para nos alegrar o dia e dizermos primeiro palavrões do que o tradicional “Bom Dia”.
8:30 – Chego ao cafezito onde já sou cliente há 3 anos e digo o primeiro bom-dia seguido de uma perguntinha inocente
- Então, agitaram muitos lencinhos brancos ao Peseiro?
- Ó pá, parvo era eu se lá fosse ver aquela cambada de coxos a jogar – responde-me o dono enquanto me serve o meu primeiro café do dia.
Fumo um cigarro enquanto bebo o café e voou passando os olhos para o jornal matinal.
As pessoas vão entrando com cara de quem está disposto a bater num determinado Inglês que ganhou o Euromilhões de Sábado em vez deles, coisa que os obriga a ir trabalhar.
8:56 – Finalmente chego á empresa, passo o cartão pela máquina e dirijo-me ao elevador com ar de quem vai entrar no inferno para cumprir a pena de oito horas diária.

sexta-feira, outubro 14, 2005

Netherlands

Depois de uma estadia de três dias na Holanda, finalmente percebi o porquê da sociedade deles ser mais avançada e civilizada que a tuga.
Além de evitarem deitar papeis para o chão ou atravessar fora de passadeiras por estarem sujeitos a serem multados por policias sobrenaturais, digo isto porque vocês bem podem olhar para todo lado e não ver nada, mas a partir do momento em que cometem uma qualquer infracção, aparece vindo do nada um motão ás riscas azuis que pára mesmo ao vosso lado e o senhor de capacete com um colete fluorescente a dizer Politie diz-vos algo em Holandês.
Como é óbvio não vão entender nada que o senhor diz, eu pessoalmente da primeira vez que um desses senhores falou comigo a minha resposta foi:
- Cascão!!, Que é que estás aqui a fazer com uma bebedeira dessas?
Aparentemente o senhor não gostou nada daquilo que eu disse, vai na volta conhece o Cascão, mas foi a partir dai que ele falou comigo em Inglês, já que na língua materna dele eu só o iria entender depois de esgotar metade do stock de uma qualquer coffe-shop.
Mas o pormenor que os faz serem mais avançados que o resto dos povos da Europa, é a bicicleta.
Andam para todo o lado de bicicleta o que para além de aliviar o tráfego nas cidades tem outras vantagens que só um tuga pode apreciar.
Por exemplo, quando saiem á noite numa qualquer cidade portuguesa reparam concerteza que as gajas com ar de top model se não têm um grande carrão, saiem apenas com gajos que tenham um grande carrão e isto é muito confrangedor para um desgraçado que apenas tenha um carro de gama média.
Na Holanda o factor bicla, elimina quaisquer clivagens sociais existentes, sendo por isso usual ver uma bela espécime feminina sair de uma qualquer disconight com um fulano que tenha apenas como meio de transporte a pasteleira do pai, e aparentemente quanto mais relíquia for a pasteleira melhor.
Isto leva-me a pensar que o fulano que tenha uma bicicleta de montanha último modelo é de certeza filho de algum doutor, um betinho vá lá, impostor.
Outra das vantagens do uso constante dos veículos de duas rodas é proporcionar uma boa forma física aos seus donos.
E é por este motivo que as mulheres holandesas em especial, têm as pernas muito mais tonificadas e atraentes, o que as torna muito agradáveis á vista (as pernas e a dona).
Acho que o Sr. Carmona Rodrigues deveria fazer o mesmo em Lisboa, obrigar muitas das tugas que para ai andam, a deslocarem-se de bicicleta.
Mas isto é apenas uma ponta do iceberg, brevemente neste blog um relato arrepiante da visita ao “Red Light District”.

segunda-feira, outubro 10, 2005

Frase da Semana

A cerveja e o vinho são os piores inimigos do Homem.
Mas o Homem que foge dos seus inimigos é um cobarde.

terça-feira, outubro 04, 2005

Verdade Absoluta

Enquanto não tivermos um primeiro-ministro que só pense em governar por quatro anos, este país nunca passará da cepa torta.

segunda-feira, outubro 03, 2005

Viva a RTP

Os meus mais sinceros parabéns à RTP memória, por finalmente dar uma pequena sacudidela ao mau humor que se vê nos canais generalistas, ao repor a mais fabulosa série cómica de todos os tempos.
Estou a falar como é evidente de "Monty Python´ Flying Circus", a série que marcou o humor non-sense em todo o mundo.
Para todos os interessados este hino ao humor, passa todos os domingos às 21:30h.

Frase da Semana

Deus criou o homem antes da mulher, para não ouvir palpites.

sexta-feira, setembro 30, 2005

Verdades

As mulheres só hão-de compreender verdadeiramente o porquê de certas infantilidades dos homens, no dia em que conseguirem perceber que eles só as fazem em adultos porque na infância foram proibidos de o fazer, por culpa de uma mulher.

E depois admira-se - II parte

Por incrível que pareça, depois daquela ida à bomba de gasolina, a rapariga ficou impressionada com o sentido de humor do meu amigo Cascão.
Levou-o para casa dela e uma vez chegados lá, o Cascão não foi de modas e perguntou se havia cerveja naquela casa.
Ela disse que sim, que havia algumas no frigorífico.
O Cascão abriu o dito electrodoméstico e sai-se como uma das suas frases no mínimo brilhantes:
- Olha lá, dizes-me que tens cerveja e eu só vejo aqui Super Bock e Tagus.
- E isso, não é cerveja? – Pergunta a moça atrapalhada
- Claro que não, isto são apenas imitações. Não tens Sagres?
- Acho que tenho algumas das pequenas na gaveta de baixo.
O Cascão abre a gaveta e os seus olhos devem ter começado a brilhar da mesma forma que brilham os de uma mulher quando vêm um anel de diamantes.
Ele abarbata logo umas quantas e leva-as para a sala, onde a pobre coitada o esperava com uma música romântica como fundo.
- E, também tens algo que se mastigue, assim género amendoins?
- Só tenho cajus – responde ela a pensar “mas afinal ele veio cá para comer aperitivos ou para me comer a mim”.
- Não gosto dessa comida de gente fina, ao menos tens tremoços?
- Não só tenho mesmo cajus ou se calhar ainda devo ter umas tostas.
- Tavas bem era em Nassiria - disse Cascão enquanto se sentava no sofá, ela lá se ia insinuando ao levantar um pouco a saia ,esfregando as costas enquanto dizia que precisava de uma boa massagem, mas o Cascão só se interessava por um programa sobre galinhas que estava a dar no Discovery Channel.
Então, a moça farta de o Cascão não lhe ligar puto, voltou-se para ele e disse:
- Fica á vontade se quiseres, que eu vou me deitar, porque estou a ficar cheia de sono.
Cascão olhou para ela espantado e responde:
- Vais-te deitar logo agora que eu ia abusar de ti.
- Vais abusar de mim? Juras? Então abusa, abusa á vontade – diz-lhe ela esperançosa de uma noite inesquecível.
Então os olhos do Cascão voltam a brilhar e com o seu ar mais romântico diz:
- Posso?? Então vais-me buscar outra mini ao frigorífico, vais?

Mãe Natreza

Infelizmente, as mulheres são como os Tsunamis.
Quando chegam, entram na nossa vida de rompante.
Quando vão, levam a casa, o carro, os moveis e o dinheiro.

Era uma vez uns lagartos

A equipa lagarta é eliminada da taça UEFA, por culpa da massa associativa que tem.
Se o ano passado, criticaram o treinador por terem perdido a final em casa e dos ter feito sonhar com algo que não veio a acontecer, este ano ele resolveu acabar-lhes com os sonhos logo na primeira eliminatória.

quinta-feira, setembro 29, 2005

E depois admira-se

Ontem o meu amigo Cascão foi conhecer uma rapariga com que andava já há algum tempo a conversar num chat qualquer na net.
Tínham previamente combinado o que iríam ambos levar vestido, de forma a que,quando o meu amigo chegou ao local combinado, nem queria acreditar na sua sorte quando viu uma morenaça de mini-saia e com um ar de Vamp que segundo ele lhe deu logo volta à cabeça.
Ele sentou-se e começaram logo a falar, tudo parecia correr sobre rodas até ao momento em que ela lhe disse que se ele quisesse algo mais com ela, teria de a levar a um sitio realmente caro.
O Cascão como pessoa sensível que é, disse que não havia problema, ela pagou a conta e saíram do local onde estávam.
Passados uns trinta minutos, ele entrou na bomba de gasolina da Repsol, estacionou o carro e disse-lhe que podíam sair.
Ela com um ar incrédulo perguntou-lhe porque é que tinha de sair se ele só ia abastecer a viatura
Então o Cascão na sua calma e delicadeza apenas lhe disse:
- Cala a boca ursa, não eras tu que querias vir a um sitio realmente caro?

Ciência exacta

Segundo as leis de Murphy, todas as torradas que caiem no chão, caiem sempre com o lado da manteiga para baixo.
Segundo as leis científicas, mesmo que atirem um gato de costas ele cai sempre de pé.
Logo, se amarrarem uma torrada com manteiga voltada para cima ás costas de um gato, ele flutua.

quarta-feira, setembro 28, 2005

Nostalgias

Quem não se lembra do saudoso Vasco Granja e o seu famoso “boa tarde amiguinhos, hoje venho-vos apresentar um desenho animado feito com latas de sardinha e fios de lã do realizador Checoslovaco Pavel Rustorvsky”, enquanto pensávamos “ Quero é ver a Pantera cor de rosa ó palhaço”.
Ou então de cravarmos os nossos pais para nos deitarmos um bocadinho mais tarde para que pudéssemos ver o A-Team ou a Missão Impossível, e no dia seguinte podermos moer a cabeça daqueles que não tinham uns pais porreiraços que se deitavam mal desse o Vitinho.
As tardes de fim-de-semana ansiosos á espera que desse a Galáctica ou o Buck Rogers, para não falar do saudoso Espaço 1999.
Belos tempos, esses em que a nossa única preocupação eram os trabalhos de casa, arranjar dinheiro para as pastilhas gorila ou para os cigarritos estilo mata-ratos que fumávamos ás escondidas numas escadas quaisquer, longe da vista dos adultos.
Infelizmente hoje em dia não existe nada dessas coisas, as únicas séries de jeito que são transmitidas pelas nossas televisões passam a horas que só podem ser visionadas pelos padeiros ou por quem chegue a casa depois da disconight fechar.
Os programas de desenhos animados, a única vantagem que tinham era serem apresentados pela Marisa Cruz em mini-saia e botas até ao joelho, acabaram e as próprias séries em si, estão com cada vez menos qualidade e cada vez mais violência.
Sim, é verdade nada como as tardes que passava a jogar á bola ou a andar de bicicleta em vez de a passar em casa a jogar computador como fazem os miúdos de hoje em dia.
E depois ainda penso que não estou a ficar velho.

Prioridades

Ser for eleito, o Sr. Mário Soares vai ser o primeiro presidente da Republica a dispensar guarda-costas e substitui-los por médicos como meio de protecção.

terça-feira, setembro 27, 2005

Ser canhoto

Nada pior para mim do que sair a uma noite de sábado com um simpatizante do B.E., ainda mais quando outros jovens simpatizantes do mesmo partido se chegam ao pé dele e falam mal dos partidos de direita, como se eu fosse também de esquerda ou pura e simplesmente não estivesse ali.
Mas o que me deixa verdadeiramente danado é ouvir radicais pseudo anarcas de esquerda a dizer coisas do género “devíamos era pintar graffitis a apoiar a JSD e assim eles ficavam com a culpa.”
Mas que raio de ideia a deste jovem, pintar paredes (o que é ilegal) de forma a que outros fiquem com as culpas, é uma forma de fazer politica muito conotada com o sistema Bipartidário Português, ora se são os socialistas no governo, acusam os sociais democratas de fazer politicas erradas só para tramar o governo socialista que acabou de tomar posse e vice versa.
Também não me parece ser um acto muito inteligente andar a comprar tintas para fazer campanha por outros, pois pode-lhes sair o tiro pela culatra, mas é neste ponto que ele provou que para além de ser um verdadeiro pensador da economia sob uma perspectiva de esquerda, só lhe falta ser dread para se poder dedicar ao graffiti e quem sabe pintar aqueles verdadeiros hinos á revolução: “ Repressão policial, terrorismo oficial” ou “Help the cops, hit yourself”, claro que acompanhados dos respectivos desenhos.
Ah, também gosto muito do sempre actual “Fascismo nunca mais”.
E depois querem vencer eleições, quando existem exemplos de democratas e sérios como este jovem.

P. S. – Em breve prometo a publicação de algumas pérolas de jovens de direita.