sexta-feira, novembro 04, 2005

Há dias assim

Estava eu um dia destes em casa, deitado no sofá numa profunda meditação sobre o porquê dos croissants com chocolate Belga da Republica Democrática do Congo serem diferentes dos croissants do Bangladesh, quando toca a campainha.
Após umas insistentes tocadelas, lá sai da meditação e vou meio ensonado ver quem estava a tocar.
Espreito e vejo duas velhinhas cheias de revistas nas mãos e com um ar de quem necessitava de ajuda.
Abro a porta e uma delas profere a frase que eu menos queria ouvir naquele momento:
- Boa tarde jovem, já ouviu falar em Jeová?
- Por acaso até já, não me digam que são testemunhas de Jeová?
- Somos – respondeu-me uma delas com um largo sorriso, disparando logo de seguida.
- Por acaso está disposto a encontrar o caminho da salvação?
- Hoje não é Sexta, ou é? - Respondi eu
- Não é Segunda, mas porque faz essa pergunta Jovem?
- Normalmente busco o caminho da salvação á sexta, sempre que vou colocar o Euromilhões.
- Já vi que não é crente e ainda por cima é gozão! – Respondeu-me a outra velhota com ar carrancudo, daqueles que deve pôr sempre que vê a conta de telefone por causa das chamadas do marido para uma qualquer linha erótica.
- Engana-se minha senhora, por acaso até sou crente numa religião, mas com certeza que não é a vossa.
- E porquê, podemos saber? – Agora estavam com ar de quem estava perante algum membro de um culto satânico.
- Poder até podem, mas só se me souberem responder a duas perguntinhas inocentes – respondi eu com ar de quem se estava a preparar para dar a estocada final.
- Pergunte lá, então!
- Então, o que é que andaram a fazer desde que o mundo supostamente acabou no ano 2000? Sim, porque se bem me lembro, passaram a vida a apregoar que o mundo iria acabar mas nicles.
Depois porque raio é que preferem que alguém morra a fazer uma transfusão de sangue? Hummmmmm?
- Já vimos que não temos nada a fazer aqui – responderam as duas em coro, e voltaram-me costas não vendo assim o meu sorriso triunfante de quem poderia voltar a meditar sem ser outra vez incomodado por aquelas criaturas.
Estava a acabar de me deitar outra vez para iniciar a meditação, quando toca novamente a campainha.
Pensei logo que eram as velhotas que vinham me impingir a revista com que andam sempre debaixo do braço, pensando que até era bom, assim escusava de ir ao supermercado comprar papel higiénico.
Espreitei novamente e para meu espanto, não eram as ditas velhotas mas sim dois gajos louros e altos com umas placas presas nos casacos.
Mal abri a porta fui logo questionado por um deles num misto de portanhês:
- Boa tarde jovem amigo eu chamar-me Hélder e este meu amigo também, o seu mãe estar.
Pensei logo “Porra, tou bonito tou, não querem ver que há para aí algum congresso de religiões porta-a-porta e resolveram todos vir cá a casa”, então pensei numa resposta que os despachasse logo e disse:
- Não, foi ao cinema com o amante e só deve voltar lá mais para a noitinha.
O Helder 1, não conseguiu disfarçar o ar de espanto enquanto o outro me coloca uma nova questão:
- Então e o senhor estar interessado em ouvir o que nós ter para dizer?
- Não me dá jeito nenhum È que sabem, a minha tia como sabe que a minha mãe ás Segundas vai com o amante ao cinema, vem cá a casa para podermos ter relações á vontade sem ser dentro de um carro ou num descampado qualquer. E ela está em fogo á minha espera – respondi eu tentando disfarçar a vontade de rir com que já estava a esta altura, ao ver as caras do senhores a mudar de cor conforma eu ia falando.
- Então voltaremos noutro altura, boa tarde.
- Boa tarde – já estava quase a explodir de tanta vontade de rir.
Mais uma vez regresso ao meu sofá e no exacto momento em que estou quase a chegar ao ponto de meditação, eis que toca novamente a campainha.
Levanto-me possesso, com ar de quem iria chamar nomes ou mandar um tiro a quem estivesse do outro lado da porta e dirijo-me para a dita.
Abro sem ver quem era e digo com o ar mais danado que tenho:
- PORRA, ESTOU FARTO DESSAS RELIGIÕES DA TRETA E QUE NÃO ME DEIXEM DESCANSAR EM PAZ, DAAAASSSSEEEEE.
Quando acabo de dizer isto, é que reparo num senhor com um aparelho na mão a olhar para mim, tal como olha uma criancinha travessa que acabou de partir um jarro com a bola, mesmo depois de ser avisado milhentas vezes pela mãe para não jogar dentro de casa, que me diz meio baixinho:
- Mas eu só venho contar a luz.

Gripe das galinhas II - P.S.

Também conheço uma pessoa que terminou uma relação amorosa para evitar qualquer tipo de contágio

Gripe das galinhas II

O pânico de uma pandemia (pandomia também me parece bem, e publicar a novela tá quieto não é??) da gripe das aves em Portugal é tanta, que as pessoas em vez de atirar milho ou côdeas de pão aos pombos da Praça da figueira, atiram pacotes de lenços de papel e Aspergics.

Economia de Mercado

Como todos devem saber, o número de nascimentos em Portugal tem vindo a diminuir de ano para ano.
Toda esta situação reflecte-se nas famílias que vão sendo cada vez menos numerosas e como tal em épocas festivas como o Natal receberemos cada vez menos pares de meias pirosas, cachuchos de plástico, perfumes género mata-ratos ou mesmo cuecas. Que são carinhosamente dados pelas tias, avós ou primas nossas.
Assim e como todos podem supor, o número de pessoas que vão aos estabelecimentos ou feiras para comprar este tipo de artigos vai diminuindo todos anos, originando uma quebra nas vendas deste tipo de artigos.
Naturalmente com a diminuição dos lucros muitas, destas empresas na sua grande maioria "familiares" são obrigadas a fechar, aumentando as estatísticas de desemprego no nosso país.
Ora segundo uma filosofia de economia de mercado, quanto menor é a procura menor se torna o preço e com essa desvalorização a quantidade de artigos fabricados torna-se menor, pois o valor é igualmente menor.
Perante este facto apresentam-se dois caminhos aos gestores ou donos destas empresas produtoras:
1 – As fábricas conseguem algum background financeiro sob a forma de empréstimos obrigacionistas, de aumento de capital por parte dos sócios ou sob a forma de injecção de capital contraindo um empréstimo junto á banca., de forma a poderem fazer uma pequena reengenharia interna preparando-a para a produção de novos artigos e tentando ao máximo rentabilizar os activos existentes.
2 – Uma quebra significativa das vendas em conjunto com a má gestão de anos anteriores obriga ao encerramento da unidade fabril, lançando os trabalhadores para o desemprego.
Então podemos concluir que o principal motivo de a nossa economia se encontrar no estado em que está.

Deve-se a passarmos mais tempo a protestar do que a procriar.

Influenza

Jornalista Espanhol credenciado na Casa Branca em Washington, preso por elementos do FBI.
O Jornalista Juan Pablito Della Farfa foi detido pelo FBI por ordem directa do presidente George W. Bush, logo após um directo para a televisão espanhola TVE em que afirmou que o presidente Norte-americano era uma pessoa com muita influência no panorama político mundial.
Pelo que conseguimos apurar junto do FBI, o motivo que levou o presidente Norte-americano a ordenar a detenção do jornalista prende-se com o facto de ele ser um elemento subversivo ao serviço do eixo do mal.
E que o provou, no momento em que disse ao mundo que George W. Bush teria o vírus da Influenza.

Red Light District

Há duas coisas em Amesterdão que dão a volta á cabeça de qualquer ribatejano que se preze, a fábrica da Heineken e a Red Light District.
Bem se forem com as namoradas ou mulheres, aconselho-vos a apenas dizer que o mais bonito de Amesterdão é o mercado flutuante de flores situado no canal Singel.
Acredito que a cidade tenha monumentos e edifícios sumptuosos, mas o que realmente me chamou a atenção foram apenas estas duas coisinhas que referi em cima, excluindo como é óbvio as varolas das mulheres Holandesas.
A fábrica da Heineken é dividida em três partes, a visita á fábrica em si que a não ser que pertençam à Unicer ou à Cintra e queiram aprender a fazer cerveja que se beba, não tem grande interesse.
A segunda e provavelmente a melhor parte da visita (suou-me a anúncio da Carlsberg), é composta por uma vasta experimentação do liquido dourado produzido naquelas instalações, um néctar aveludado que nos cria arrepios na espinha e que considero melhor que muines Sagres, apenas porque é de BORLA.
(Meus amigos da Central de Cervejas vejam lá se nos convidam para uma visita ás Vossas instalações num fim-de-semana prolongado qualquer).
Melhor que a visita normal, só mesmo se tiverem a sorte de comemorar o vosso aniversário em Amesterdão e que por acaso se lembrem de visitar a fábrica. (Isso é que é festa, Curveja, droga e putas, a mim só me convidam para jantares em tascos, da-sse que cambada de amigos tesos que tenho), têm direito a fazer uma competição com outros aniversariantes para ver quem bebe uma caneca de 0,5l mais rápido.
O vencedor tem direito a levar a caneca e a várias repetições de prova, só para ver se a cerveja está boa.
A última parte é composta por uma singela visita ás casas de banho, isto para os mais fracos de espírito e pouco habituados a estas andanças da bubida.
Se depois da visita á fábrica da Heineken ainda estiverem com presença de espírito aconselho-vos a dirigirem-se o mais depressa que possível para De Wallen mais conhecida entre nós como Red Light.
Aqui sim, aqui existem lojas que qualquer homem gosta de visitar, lojas em que as vitrinas estão repletas de exemplares femininos a mostrar roupa interior, também conhecida por lingerie ou então sem nada vestido mesmo.
Sim porque na baixa as únicas coisas que vêm nas vitrinas são os manequins, pechisbeque ou bolos de aniversário, bem se tiverem alguma tara dessas esquisitas que envolva bolos de aniversário e manequins das lojas, então fiquem-se pela baixa que é bem mais barata.
È fascinante ver a quantidade de pessoas que circulam pelas ruas empedradas da Red Light, aos tropeções nos cavalos da policia Holandesa e em algum transeunte sem guita que se esteja a satisfazer numa esquina qualquer enquanto observa os movimentos corporais das damas da vitrina.
Confesso que todo aquele ambiente era muito mais fascinante, se eu vivesse na ignorância e não soubesse que muitas das senhoras das vitrinas, foram raptadas e violadas antes de serem colocadas ali com escravas sexuais ao serviço de um qualquer ser desprezível que circule por aquelas ruas e que apenas lhes dá atenção quando chega a altura de recolher os euros.
È nesta zona também que podemos encontrar as já famosas coffee shops, cujos cardápios em vez de ter o habitual chá de limão ou croiassants com chocolate belga tem todos e mais alguns derivados de cannabis para a rapaziada experimentar, chá de cannabis, bolo de erva, e alguns acepipes do género que fazem as delicias de qualquer militante do Bloco.
Aliás creio que o próximo congresso dos bloquinhos vai ser realizado em Amesterdão, numa coffee shop qualquer.
Em jeito de resumo Amesterdão tem um roteiro que eu aconselho vivamente a todos aqueles que queiram esquecer as agruras de se ser Português:

Manhã
- Visita à fábrica da Heineken
- Almoço
Tarde

- Coffe Shop para desmoer a refeição
- Visita á fábrica da Heineken
- Lanche
- Visita á fábrica da Heineken
Noite

- Jantar
- Coffe Shop
- Passeio pela Red Light (porque não existem visitas á fábrica á noite)
- Coffe Shop
- Deitar
No dia seguinte repetir o programa.

quarta-feira, novembro 02, 2005

Frase da Semana

Se o casamento fosse bom, não precisaria de testemunhas.

Ultima Hora....

Documentos mantidos em sigilo pela Polícia Judiciária revelam que a Al Qaeda, organização terrorista de Osama Bin Laden, ordenou a execução de um atentado em Portugal. O alvo da acção seria a estátua do Cristo-Rei, localizada em Almada.

De acordo com informações obtidas hoje em Lisboa, a ordem de Bin Laden decorreu do ódio que o saudita nutre por símbolos monumentais católicos, que segundo ele representam "um símbolo da globalização dos infiéis". Demolidor de ídolos e iconoclasta como os talibãs que explodiram estátuas de Buda no Afeganistão, ele destacou dois mujahedins para o sequestro e uso de um avião que seria lançado contra a estátua "símbolo dos infiéis cristãos".

Hora a hora, a frustração:

Os registos da Polícia Judiciária dão conta de que os dois terroristas chegaram ao Aeroporto Internacional da Portela em 22 de setembro, domingo, às 21h47m, no vôo da Air France procedente do Canadá, com escala em Londres. A missão começou a sofrer embaraços já no desembarque, quando a bagagem dos muçulmanos foi extraviada. Após quase seis horas de peregrinação por diversos guichês e dificuldade de comunicação em virtude do Inglês fortemente marcado por sotaque árabe, os dois saem do aeroporto, aconselhados por funcionários da TAP a voltar no dia seguinte, com intérprete.

A Polícia Judiciária investiga a possibilidade de eles terem apanhado um táxi pirata na saída do aeroporto, pois o motorista percebeu que eram estrangeiros e rodou uma hora e meia dando voltas com eles pela cidade, até abandoná-los em lugar ermo do Casal Ventoso. Aí, acabaram por ser assaltados e espancados por um grupo de toxicodependentes desesperados. Eles conseguiram ficar com alguns dólares que tinham escondido em cintos próprios para transportar dinheiro e apanharam boleia num camião que fazia distribuição de garrafas de gás.

Na segunda-feira, às 7h33m, graças ao treino de guerrilha que receberam nas cavernas do Afeganistão e nos campos minados da Somália, os dois terroristas conseguem chegar a um hotel do Estoril. Alugaram um carro na Hertz e voltaram ao aeroporto, determinados a sequestrar um avião e atirá-lo bem no meio dos braços abertos do Cristo-Rei. Enfrentam um congestionamento monstruoso na 2ª circular e ficam mais de 3 horas bloqueados no Campo Grande por causa de uma manifestação de estudantes e professores em greve, e na Av. do Brasil são-lhes roubados os relógios por um gang da Zona J.

Às 12h30m, resolvem ir para o Centro da cidade e procuram uma casa de câmbio para trocar o pouco que sobrou de dólares. Recebem notas de 100 Euros falsas. Por fim, às 15h45m chegam ao aeroporto da Portela para sequestrar um avião. Os pilotos da TAP estão em greve por mais salário e menos horas de trabalho. Os controladores de vôo também pararam (querem equiparação aos pilotos). O único avião na pista é da AIR PORTUGÁLIA, mas está sem combustível. Tripulações e passageiros estão acantonados na sala de espera e nos corredores do aeroporto, gritando slogans contra o governo. O Batalhão da POLÍCIA DE CHOQUE chega batendo em todos, inclusivé nos terroristas. Os árabes são conduzidos à Esquadra da PSP do aeroporto, acusados de tráfico de drogas, em face de flagrante forjado pelos próprios policias, que "plantaram" papelotes de cocaína nos bolsos dos dois. Às 18 horas, aproveitando uma manifestação dos guardas prisionais clamando subsídio de risco, eles conseguem fugir da prisão no meio da confusão e do tiroteio das brigadas anti-motim da PSP que entretanto tinha sido destacada para o local pelo Ministro da Administração Interna.

Às 19h05m, os muçulmanos, ainda ensanguentados, dirigem-se ao balcão da TAP para comprar as passagens. Mas o funcionário que lhes vende os bilhetes omite a informação de que os vôos da companhia estão suspensos por tempo indeterminado. Eles, então, discutem entre si: começam a ficar em dúvida se destruir Lisboa, no fim de contas, é um acto terrorista ou uma obra de caridade.

Às 23h30m, sujos, doloridos e mortos de fome, decidem comer alguma coisa no restaurante do aeroporto. Pedem sandes de queijo com limonadas. Só na terça-feira, às 4h35m, conseguem recuperar-se da intoxicação alimentar de proporções equinas, decorrente da ingestão do queijo estragado usado nas sandes. Eles foram levados para o Hospital de Santa Maria, depois de terem esperado três horas para que a ambulância do INEM chegasse e percorresse diversos hospitais da rede pública até encontrar uma vaga. No HSM, foram atendidos por uma enfermeira feia e mal-humorada. Eles tiveram de esperar dois dias para serem examinados, por causa da cólera causada pela limonada feita com água contaminada por coliforme fecal. Debilitados, só terão alta hospitalar no domingo.

Domingo, 18h20h: os homens de Bin Laden saem do hospital e chegam perto do estádio da Luz. O Benfica acabara de ganhar ao Sporting. A claque da JUVELEO confunde os terroristas com integrantes da NO NAME BOYSe dá-lhes uma surra sem precedentes. O chefe da claque é um tal de "BIBI", que abusa sexualmente deles.
Às 19h45m, finalmente, são deixados em paz, com dores terríveis pelo corpo, em especial na área proctológica. Ao verem uma roullote de venda de bebida nas proximidades, decidem embriagar-se uma vez na vida e comer umas sandes de couratos (mesmo que seja pecado!). Tomam um bagaço adulterado com metanol e precisam voltar ao Santa Maria. Os médicos também diagnosticam gonorreia (BIBI não perdoa!).

Segunda-feira, 23h42m: os dois terroristas fogem de Lisboa escondidos na traseira de um camião de electrodomésticos, assaltado horas depois na Serra da Musgueira. Desnorteados, famintos, sem poder andar ou sentar-se, eles são levados por uma carrinha de Apoio aos Sem Abrigo, organização ligada aos direitos humanos para a área metropolitana de Lisboa. Viajam deitados de lado. Na capital novamente, deambulam o dia todo à cata de comida e por volta das 20 horas acabam adormecendo debaixo da marquise de uma loja na Rua do Coliseu, no centro. A Polícia Judiciária não revelou o hospital onde os dois foram desta vez internados em estado grave, depois de espancados quase até a morte por um grupo de SKINHEADS.

Sabe-se que a Polícia Judiciária deixou de se preocupar e vigiar estes membros da Al Qaeda por considerar que as suas intenções foram desvanecidas e já não constituem qualquer tipo de perigo à integridade nacional, e até os está a ajudar, tentando encontrar uma organização humanitária que lhes possa dar apoio para o regresso ao Afeganistão, isto tudo a pedido dos mesmos.

sexta-feira, outubro 28, 2005

Ser funcionário público

Existem quatro funcionários públicos chamados Toda–a-Gente, Alguém, Qualquer–Um e Ninguém.
Havia um trabalho importante para fazer e Toda-a-Gente tinha a certeza que Alguém o faria, Qualquer-Um podia fazê-lo, mas Ninguém o fez.
Então, Alguém zangou-se porque era um trabalho para Toda-a-Gente.
Toda-a-Gente por sua vez pensou que Qualquer-Um podia tê-lo feito, mas Ninguém constatou que Toda-a-Gente não o faria.
No fim, Toda-a-Gente culpou Alguém, quando Ninguém fez o que Qualquer-Um poderia ter feito.
E foi assim que apareceu o Deixa-Andar, o quinto funcionário contratado para evitartodos estes problemas.

quinta-feira, outubro 27, 2005

Cascões, Camafeus e Maus - Episódio os cocos da morte

Apokalipse e Boi desdentado foram os últimos a chegar ao pé do Mayor Red Label que estava a iniciar o relato daquilo que lhe tinha acontecido.
- Quando acordei dei por mim dentro de um caixote de madeira e perguntei a mim mesmo o que estaria a fazer dentro de um sítio tão escuro. Só depois me apercebi que estava dentro de um daqueles caixões decorados com uma estrela e uma bola por cima, característicos do cangalheiro Apokalipse.
Enchi os meus pulmões de ar e com a barriga consegui partir o tampo, caindo em cima de mim umas 64 toneladas de terra.
Foi graças á minha força Hercúlea que consegui remover a terra toda e vislumbrar a luz do sol.
- Então e o que fizeste a seguir a isso? – perguntou Doc. Krepal enquanto acendia mais um cigarrito para acompanhar a 18ª muine que estava a beber.
- A seguir sacudi o pó de cima de mim, afinal nem todos podemos ter um ar de Cascão – respondeu Red Label
- O que é que é isso – exclamou o xerife Cascão Macmuine, com um ar de profunda indignação.
E todos os que estavam a ouvir o relato explodiram num riso incontrolado depois de ouvir o comentário do xerife.
Red Label sorriu e disse:
- Estava apenas a dizer que nem todos podemos ter esse ar nobre no meio de tanto pó, como só tu consegues. Mas adiante, quando acabei de me sacudir olhei para todos os lados e não vi ninguém nem sequer Spotville, facto que me deixou intrigado.
Pus pés ao caminho e ao fim de umas boas horas encontrei um cavalo amarrado a um cacto e sem ninguém ao pé.
Esperei que aparecesse alguém e como tal não aconteceu, resolvi montar o cavalo e pôr-me a caminho.
E, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, clop, até ter de parar para beber um pouco de água, aí olhei para trás e reparei que estava um chinês com um ar sério atrás de mim com dois Cocos na mão.
Quando me pus outra vez a clop, clop, clop, clop, clop, clop, olhei para trás e vi que o barulho era originado por esse mesmo chinês a bater com os cocos um no outro.
Parei o cavalo e dirigi-me ao chinês para perguntar quem era e porque estava a fazer aquele barulho atrás de mim.
E foi aí que ele me disse a coisa mais estranha que ouvi até hoje.

terça-feira, outubro 18, 2005

Miaaaaauuuuuuuuuu

Este é o pequeno relato da vez em que um certo rapaz da Falagueira se quis livrar de um gato que tinha em casa.
O meu amigo estava farto de ouvir o sacana do gato a miar por causa do cio todas as noites e como se só isso não bastasse, ainda por cima tinha todos os dias de ouvir as vizinhas a reclamar com o barulho.
Então um certo dia, levou-o até uma esquina distante e voltou para a casa satisfeito por o dever estar cumprido.
Mas para sua surpresa, quando chegou a casa, o gato já lá estava á espera dele.
Agarrou no sacana do gato e desta vez, levou-o para mais longe.
Está a entrar em casa e não vê sinal do bicho, dirige-se para a cozinha e encontrou o gato novamente em casa, a comer todo satisfeito.
Fez isto, mais umas três vezes e o cabrão do gato voltava sempre para casa.
Furioso pensou:
"Vou lixar este gato!"
Pôs-lhe uma venda nos olhos, amarrou-o dentro de um saco e colocou-o na mala do carro.
Subiu à serra mais distante, entrou e saiu de diversas estradinhas, deu mil voltas... e acabou por soltar o gato no meio do mato.
Passados uns dois dias, o Farfito liga para casa.
- Tá, Mãezinha, o gato está aí em casa?
- Está meu filho.
- Ainda bem, então deixa-me falar com ele que eu estou perdido.

segunda-feira, outubro 17, 2005

Diálogos médicos

- Boa tarde doctor, eu poder entrar?
- Pode. Qual é o seu nome?
- Eu chamar-me Co Adriaanse.
- Então de que mal padece?
- Eu desde Sábado que ter visões de Red persons a perseguir-me com lenços brancos in mãos.
- Ahhh, então isso não é comigo. Mas vou dar-lhe a morada de um colega meu, que está mais habilitado para lidar com situações como a sua.
- O senhor doctor ir obrigar-me a ir a outro psicologist?
- Não senhor Adriaanse. O senhor não precisa de um psicólogo, está é a precisar de um oftalmologista.

Frase da Semana

Se tudo o que é bom dura pouco, então eu já devia ter morrido há muito tempo.

Rotinas diárias - Amanhecer Violento

Segunda-feira, 7:15 da manhã

“Trânsito lento na segunda circular, devido a um grave acidente na IC17 – Cril no sentido Lisboa / Algés”.
As primeiras palavras que me conseguem fazer acordar, volto-me e mando um chapadão no despertador que voltou a tocar pela oitava vez.
Ahhh, nada como um amanhecer de um qualquer dia de trabalho normal.
Levanto-me, e é sentado na cama que inicio o ritual diário de coçar os ditos, afinal de contas depois de uma noite de sono, home que é home coça os ditos, quanto mais não seja para ver se eles ainda para ali andam.
7:30 – Enquanto tomo o meu duchezinho matinal ouço a puta da mulher do cabrão do meu vizinho de cima, a berrar com o marido e os cachopos para se levantarem.,
O pior é que também faz esta cena aos fins-de-semana (se fosse só durante a semana, chamava-lhe apenas histérica).
Não admira portanto que o cabrão comece a esburacar a casa logo ás 8h de um qualquer Domingo, como se estivesse a trabalhar na câmara de Lisboa, pois aquela casa está sempre em obras.
7:45 – Depois do banhinho tomado e de estar vestido, dou inicio ao meu programa diário intitulado “Onde é que raio, pus as chaves do carro?”
E não pensem que é monótono, pois arranjo maneira de as colocar num sitio diferente todo o santo dia. Acho que já as deixei uma vez algures dentro da dispensa, não me perguntem porquê.
7:50 – Finalmente saio de casa com um ar taciturno, o meu organismo já começou a pedir-me a dose de drogas diária. O pior é que só daqui a 30m com um pouco de sorte é que vou conseguir satisfazer esse desejo de café e tabaco.
Chego ao pé do carro, o que tendo em conta que vivo na Amadora é um milagre não encontrar apenas o lugar dele.
Abro a porta do carro, meto a mão ao bolso e Porra, tenho de voltar lá acima para ir buscar o telemóvel.
8:00 – Finalmente saio da minha rua em direcção da famosa 2ª Circular, chego á rotunda e eis que surge um fogareiro a atravessar a faixa de rodagem bem à minha frente.
Derivado a isto digo as minhas primeiras palavras da manhã “Ó fogareiro de um cabrão, os piscas no teu carro devem ser um extra que não compraste!”, seguido de uma valente buzinadela.
O fogareiro estica o dedo do meio e começa a barafustar gesticulando rapidamente com ambas as mãos.
Nada como um bom-dia carinhoso dado pelos nossos colegas de estrada, para nos alegrar o dia e dizermos primeiro palavrões do que o tradicional “Bom Dia”.
8:30 – Chego ao cafezito onde já sou cliente há 3 anos e digo o primeiro bom-dia seguido de uma perguntinha inocente
- Então, agitaram muitos lencinhos brancos ao Peseiro?
- Ó pá, parvo era eu se lá fosse ver aquela cambada de coxos a jogar – responde-me o dono enquanto me serve o meu primeiro café do dia.
Fumo um cigarro enquanto bebo o café e voou passando os olhos para o jornal matinal.
As pessoas vão entrando com cara de quem está disposto a bater num determinado Inglês que ganhou o Euromilhões de Sábado em vez deles, coisa que os obriga a ir trabalhar.
8:56 – Finalmente chego á empresa, passo o cartão pela máquina e dirijo-me ao elevador com ar de quem vai entrar no inferno para cumprir a pena de oito horas diária.

sexta-feira, outubro 14, 2005

Netherlands

Depois de uma estadia de três dias na Holanda, finalmente percebi o porquê da sociedade deles ser mais avançada e civilizada que a tuga.
Além de evitarem deitar papeis para o chão ou atravessar fora de passadeiras por estarem sujeitos a serem multados por policias sobrenaturais, digo isto porque vocês bem podem olhar para todo lado e não ver nada, mas a partir do momento em que cometem uma qualquer infracção, aparece vindo do nada um motão ás riscas azuis que pára mesmo ao vosso lado e o senhor de capacete com um colete fluorescente a dizer Politie diz-vos algo em Holandês.
Como é óbvio não vão entender nada que o senhor diz, eu pessoalmente da primeira vez que um desses senhores falou comigo a minha resposta foi:
- Cascão!!, Que é que estás aqui a fazer com uma bebedeira dessas?
Aparentemente o senhor não gostou nada daquilo que eu disse, vai na volta conhece o Cascão, mas foi a partir dai que ele falou comigo em Inglês, já que na língua materna dele eu só o iria entender depois de esgotar metade do stock de uma qualquer coffe-shop.
Mas o pormenor que os faz serem mais avançados que o resto dos povos da Europa, é a bicicleta.
Andam para todo o lado de bicicleta o que para além de aliviar o tráfego nas cidades tem outras vantagens que só um tuga pode apreciar.
Por exemplo, quando saiem á noite numa qualquer cidade portuguesa reparam concerteza que as gajas com ar de top model se não têm um grande carrão, saiem apenas com gajos que tenham um grande carrão e isto é muito confrangedor para um desgraçado que apenas tenha um carro de gama média.
Na Holanda o factor bicla, elimina quaisquer clivagens sociais existentes, sendo por isso usual ver uma bela espécime feminina sair de uma qualquer disconight com um fulano que tenha apenas como meio de transporte a pasteleira do pai, e aparentemente quanto mais relíquia for a pasteleira melhor.
Isto leva-me a pensar que o fulano que tenha uma bicicleta de montanha último modelo é de certeza filho de algum doutor, um betinho vá lá, impostor.
Outra das vantagens do uso constante dos veículos de duas rodas é proporcionar uma boa forma física aos seus donos.
E é por este motivo que as mulheres holandesas em especial, têm as pernas muito mais tonificadas e atraentes, o que as torna muito agradáveis á vista (as pernas e a dona).
Acho que o Sr. Carmona Rodrigues deveria fazer o mesmo em Lisboa, obrigar muitas das tugas que para ai andam, a deslocarem-se de bicicleta.
Mas isto é apenas uma ponta do iceberg, brevemente neste blog um relato arrepiante da visita ao “Red Light District”.

segunda-feira, outubro 10, 2005

Frase da Semana

A cerveja e o vinho são os piores inimigos do Homem.
Mas o Homem que foge dos seus inimigos é um cobarde.

terça-feira, outubro 04, 2005

Verdade Absoluta

Enquanto não tivermos um primeiro-ministro que só pense em governar por quatro anos, este país nunca passará da cepa torta.

segunda-feira, outubro 03, 2005

Viva a RTP

Os meus mais sinceros parabéns à RTP memória, por finalmente dar uma pequena sacudidela ao mau humor que se vê nos canais generalistas, ao repor a mais fabulosa série cómica de todos os tempos.
Estou a falar como é evidente de "Monty Python´ Flying Circus", a série que marcou o humor non-sense em todo o mundo.
Para todos os interessados este hino ao humor, passa todos os domingos às 21:30h.

Frase da Semana

Deus criou o homem antes da mulher, para não ouvir palpites.

sexta-feira, setembro 30, 2005

Verdades

As mulheres só hão-de compreender verdadeiramente o porquê de certas infantilidades dos homens, no dia em que conseguirem perceber que eles só as fazem em adultos porque na infância foram proibidos de o fazer, por culpa de uma mulher.